ALIANÇA POLÍTICA CONTROVERSA

Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio articulam união para as eleições de 2026

Foto dos políticos José Roberto Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio.
José Roberto Arruda, Gim Argello e Paulo Octávio discutem estratégias eleitorais para 2026.

Ex-gestores com histórico de prisões e condenações por corrupção costuram chapa conjunta entre PSD e Avante para o pleito no Distrito Federal.

O ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, o ex-senador Gim Argello e o ex-vice-governador Paulo Octávio articulam uma aliança estratégica para a disputa eleitoral deste ano, conforme definido em negociações entre as lideranças do PSD e do Avante-DF nesta segunda-feira, 20/07/2026. A coalizão visa ocupar postos chave no Executivo e no Legislativo, mobilizando o cenário político local apesar do histórico jurídico complexo dos envolvidos.

A articulação importa por unir figuras centrais do cenário político da capital sob uma bandeira comum, com impactos diretos na governabilidade e no debate ético sobre a elegibilidade de candidatos. A viabilidade da chapa, no entanto, permanece sob análise jurídica rigorosa, dada a sucessão de condenações que cercam os nomes do grupo.

O acordo entre Arruda e Gim Argello prevê que o Avante indique o candidato a vice-governador ou lance um nome ao Senado, enquanto Paulo Octávio figura como pré-candidato à Casa Alta. A definição dos cargos definitivos deve ocorrer em convenção conjunta dos partidos, agendada para 26 de julho de 2026, onde serão oficializadas as chapas para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) e a Câmara dos Deputados.

A situação jurídica de Arruda é o ponto de maior atenção, dado que o pré-candidato ao Palácio do Buriti acumula seis condenações em segunda instância decorrentes da Operação Caixa de Pandora. Atualmente, o ex-governador busca viabilizar sua candidatura com base em discussões no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre alterações na Lei da Ficha Limpa.

Paulo Octávio, por sua vez, carrega o histórico da Operação Átrio, que investigou irregularidades na construção do JK Shopping. Embora tenha firmado um acordo com a Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística em agosto de 2022 que afastou sanções de inelegibilidade, o caso reforça o escrutínio público sobre sua trajetória.

Gim Argello, presidente do Avante-DF, também integra o grupo após ter sua condenação na Lava Jato anulada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em fevereiro de 2022. O trio aposta na recomposição de seus campos políticos para retomar espaços de poder na estrutura governamental do Distrito Federal.

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