Maia critica regimes especiais e espera reforma tributária aprovada em 2020

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ser preciso corrigir as distorções no sistema tributário brasileiro, a exemplo dos regimes especiais. “O próprio Simples gera distorções”, avaliou ele em transmissão no Instagram nesta quarta-feira (22) com o economista Renoir Vieira. O Simples Nacional é um sistema tributário diferenciado criado em 1996 cujo objetivo é facilitar o recolhimento de contribuições das microempresas e médias empresas. “Essas distorções todas acabam gerando injustiças no nosso país que precisam ser enfrentadas”, disse Maia.
Questionado sobre um prazo para aprovação da reforma, Maia disse esperar que o texto esteja aprovada, pelo menos na Câmara, até o fim de seu mandato como presidente da Casa, portanto, até o final de 2020. Segundo ele, é preciso organizar a narrativa da reforma nos próximos 45 dias.
Maia disse que seu sucessor no comando da Casa pode seguir a agenda reformista que ele defende. “Muitos deputados têm a pretensão e isso é legítimo. Acho que devemos deixar esse debate depois de aprovada a reforma tributária. Meu candidato vai ser aquele grupo que me ajudar a aprovar a reforma tributária.”
CPMF
“Para mim não faz sentido debate sobre nenhum novo imposto. É o discurso mais fácil”, disse Maia, voltando a criticar o imposto nos moldes da extinta CPMF defendido pela equipe econômica do governo. Ele disse também não ser favorável à tributação de tributar grandes fortunas. “Não é nem um nem outro, é corrigir as distorções.”
Maia ponderou afirmou que só vai voltar a discutir o novo imposto quando o presidente enviar a proposta efetivamente. “CPMF nós estamos discutindo muito. Mas vamos ver se o presidente vai mandar. Se o presidente mandar vira um outro debate. Eu vou aguardar o governo do presidente mandar”.
Congresso em Foco
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