VAGA NO SUPREMO

Lula avalia Simone Tebet para o STF após recusa de Messias

Simone Tebet, ex-ministra, em destaque, sendo considerada para o STF
A ex-ministra Simone Tebet durante evento público. Seu nome surge como forte candidata para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

Ex-ministra do Planejamento surge como nome forte, com apoio no Congresso e no próprio Tribunal, enquanto presidente busca perfil feminino.

O Palácio do Planalto intensifica as discussões sobre a próxima indicação ao Supremo Tribunal Federal. Nesta sexta-feira, 01 de maio de 2026, com a recusa do advogado-geral da União, Jorge Messias, o nome da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet, ganha força nos bastidores do governo e do PT como alternativa crucial para a vaga. A movimentação reflete a busca por um perfil que concilie apoio político e renovação na Suprema Corte, impactando diretamente a composição do Judiciário e o cenário político nacional.

A ex-ministra do Planejamento, que atualmente se posiciona como pré-candidata do PSB ao Senado por São Paulo, surge como uma possibilidade frequentemente mencionada por parlamentares petistas e auxiliares do governo. Sua trajetória política e o perfil conciliador a colocam no centro das especulações.

A menção ao nome de Tebet para a Suprema Corte não é novidade; ela já figurou em outras listas de cotados. Ela desfruta de notável simpatia entre a cúpula da Casa Legislativa e recebe o apoio de ministros do próprio STF, como Gilmar Mendes e Flávio Dino, fortalecendo sua posição como uma escolha de consenso.

No Palácio do Planalto, analistas apostam que a escolha de Tebet poderia suavizar a resistência inicial do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), abrindo caminho para que a sabatina ocorra antes do início do processo eleitoral. Isso evitaria atrasos e garantiria a vaga preenchida em tempo hábil.

Nos últimos três anos, Simone Tebet construiu uma sólida relação de confiança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O próprio presidente já manifestou surpresa e reconhecimento pela fidelidade demonstrada pela ex-senadora, um fator decisivo em qualquer indicação para um cargo de tamanha relevância.

Contudo, até o momento, a ex-ministra não recebeu nenhuma sondagem oficial sobre essa possível indicação. Ela tem reiterado publicamente sua preferência em disputar uma cadeira no Senado, amparada por sua boa performance em recentes pesquisas eleitorais, o que adiciona um elemento de incerteza à sua decisão final.

O presidente Lula, por sua vez, ainda mantém a decisão em aberto sobre o novo nome para o STF. Conselheiros próximos o orientaram a não insistir na indicação de Jorge Messias e a priorizar uma candidata mulher para a cobiçada vaga, buscando diversidade e um novo fôlego para a Corte.

Além de Simone Tebet, outras duas figuras femininas são mencionadas nos círculos do Palácio do Planalto: a advogada Carol Proner e a procuradora federal Manuellita Hermes Rosa Oliveira Filha, ambas da AGU (Advocacia-Geral da União). Essas opções reforçam a inclinação por uma indicação feminina, ampliando o leque de escolhas para o Presidente.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário