Líderes parlamentares retomam debate sobre CPI da Arena das Dunas

FOTO: JOÃO GILBERTO

Como será a sequência das reuniões sobre a CPI da Arena das Dunas com o retorno dos parlamentares ao Plenário, através de sessões híbridas, foi o destaque no pronunciamento do deputado Sandro Pimentel (PSOL) durante a sessão desta quarta-feira (9), além da questão dos vigilantes. Se somando a esses temas, também foi abordado o contrato firmado pelo governo estadual para aquisição de ambulâncias, tratado pelo deputado Gustavo Carvalho (PSDB) e a questão do retorno às aulas tanto pelas escolas da rede pública, quanto as particulares, por Francisco do PT.

O deputado Sandro Pimentel iniciou o seu pronunciamento questionando sobre quando serão retomados os trabalhos da CPI da Arena das Dunas. “Quando retomaremos os trabalhos e quando podemos marcar a primeira reunião? As pessoas e a imprensa me indagam e essa pergunta não pode calar”, frisou o parlamentar.

Sandro Pimentel também dedicou seu discurso a prestar sua solidariedade e apoio a todos os trabalhadores da segurança privada. “Eles desenvolvem um trabalho de excelência e de grande importância no nosso Estado e País. Basta ver o tamanho da nossa profissão, quando vemos que aqui há mais vigilantes do que policiais, juntando todas as corporações. São mais do que o efetivo das três forças armadas juntas”, afirmou.

O parlamentar se indignou contra alguns supervisores que estariam “perseguindo” a categoria em Mossoró, por conta de uma greve iniciada. “Eles estão sendo perseguidos e quero denunciar especialmente os companheiros que laboram nos bancos em Mossoró, sendo perseguidos pelos seus supervisores que se acham  acima do bem e do mal, acima da lei, e se acham inclusive que têm mais direito do que os próprios patrões, que se esquecem que essas convenções precisam ser atualizadas e com dignidade”, disse Sandro.

O deputado afirmou que os salários estão defasados e não foram corrigidos, uma situação agravada pela pandemia, quando diversos itens de alimentação e outros, tiveram aumento de preços. “Eles decidiram entrar em greve e logo vem o interdito proibitivo, é sempre assim quando a classe trabalhadora luta por seus direitos, vem a justiça acabar com algo legítimo e constitucional”, disse.

Sandro Pimentel afirmou que a categoria que está a postos protegendo bancos, supermercados, escolas, entre outros, tem um grande grau de importância e vem sendo desdenhada pelos patrões. “Eles infelizmente não conseguem entender que os vigilantes estão colocando sua vida em risco todos os dias, na linha de frente e os padrões ficam ricos e milionários”, afirmou.

Ambulâncias

Já o contrato emergencial firmado pelo governo estadual para contratação de ambulâncias foi mais uma vez abordado pelo deputado Gustavo Carvalho. O deputado disse que protocolou pedido para instalação de apuração do contrato 080/2020, firmado através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesap-RN).

“Existem fatos que precisam ser apurados e o primeiro deles foi que no contrato assinado pela Sesap, a empresa contratada deve ter veículos próprios, proibida de terceirizá-los e ao chegar no Detran e solicitar informações do próprio diretor-geral, em 48 horas ele me respondeu oficialmente e já postei esse documento na denúncia que fiz, pois não existe um só veículo em nome dessa empresa”, disse.

O deputado questionou também o fato do contrato ter sido firmado no dia 19 de agosto e três dias após ter sido suspenso. “Se era da necessidade essencial em função do aumento de casos da Covid, por que deixou de ser essencial em três dias?”, perguntou. O parlamentar disse que a empresa tem no seu objetivo social a construção, demolição, estacionamento privado e coleta de lixo.

Questionou ainda o valor do capital social de ser de apenas R$ 100 mil, o que não lhe daria condições de adquirir nenhuma ambulância e o fato de em 60 dias a empresa ter mudado de endereço por três vezes. “Não foi apresentado até agora nenhum contrato com médicos, paramédicos e enfermeiros e vamos solicitar, vamos investigar e se esses contratos não estiverem sido feitos não é bom fabricá-los, porque eles teriam que ter um registro. Eu estou apenas cumprindo com uma das atribuições mais nobres que temos nós, parlamentares, a de fiscalizar. Não vou fazer cavalo de batalha, se a apuração estiver correta, devida e legal, serei o primeiro a informar à população”, disse o deputado.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário