Justiça restabelece Direção Nacional do Cidadania e Luzia Ferreira assume comando da legenda
O Cidadania emitiu nota oficial sobre o assunto, diante da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) de suspender os efeitos de decisões internas que haviam afastado a executiva eleita durante reunião do Diretório Nacional.
A ex-deputada estadual mineira Luzia Ferreira será reconhecida, nesta segunda-feira (6), presidente nacional do Cidadania. A dirigente assumirá o posto após decisão do desembargador Rômulo de Araújo Mendes, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), na sexta-feira (3), que devolveu a Comte Bittencourt (RJ) o comando da sigla. Como o ex-deputado fluminense migrou para o PSB, cabera a vice-presidente herdar o posto.
O Cidadania emitiu nota oficial sobre o assunto, diante da decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) de suspender os efeitos de decisões internas que haviam afastado a executiva eleita durante reunião do Diretório Nacional.
A decisão judicial reconheceu, em caráter provisório, a legitimidade da direção escolhida pela maioria dos integrantes do partido e determinou seu retorno à condução da sigla enquanto o mérito da disputa é analisado.
A controvérsia teve origem em divergências internas sobre a condução do partido e na validade de atos que resultaram na destituição da direção nacional.
O grupo liderado por Luzia Ferreira recorreu à Justiça alegando que o afastamento ocorreu em desacordo com as normas estatutárias do Cidadania, argumento acolhido pelo TJDFT para restabelecer a executiva ao comando da legenda.
Em nota pública, a presidente em exercício do partido, Luzia Ferreira, afirmou que a Direção Nacional recebeu a decisão "com serenidade e responsabilidade" e defendeu o encerramento da disputa interna.
Segundo ela, a prioridade da executiva passa a ser a pacificação do Cidadania, a união dos diferentes grupos partidários e a organização da legenda para as eleições de 2026.
A dirigente também criticou a possibilidade de novas contestações judiciais. De acordo com a nota, a anunciada tentativa de levar o caso à Justiça Eleitoral seria "descabida, protelatória e injusta com a unidade do partido". A executiva sustenta ainda que o Tribunal Superior Eleitoral já definiu que o conflito deve ser solucionado no âmbito do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.
Ao final do comunicado, a Direção Nacional faz um apelo para que o partido concentre esforços na reconstrução da unidade interna, defendendo a preservação da história e dos princípios do Cidadania, em meio aos preparativos para o processo eleitoral de 2026.
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