Deputados mantêm vetos que “congelaram” salário dos servidores; senadores Styvenson e Zenaide votaram pela derrubada

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Após pressão do governo, deputados mantiveram, nesta quinta-feira (20/8), em sessão remota do Congresso Nacional, o veto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao projeto que congela o salário de servidores públicos, em troca de auxílio financeiro aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios.

Com a decisão da Câmara dos Deputados, o funcionalismo público terá o salário congelado por 18 meses – até o fim de 2021. O placar foi de 316 votos pela manutenção do veto, 165 contra e duas abstenções.

Durante a discussão, diversos parlamentares criticaram o adiamento da votação, na noite de quarta-feira (19/8), sem qualquer debate. No entanto, um requerimento de adiamento de votação, encabeçado pelo PCdoB, foi rejeitado.

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Deputados da oposição reclamaram da narrativa criada pelo governo de que a derrubada do veto representaria um reajuste salarial automático.

“Não estamos votando aqui aumento para quem quer que seja, mas, sim, uma proibição (da possibilidade de reajuste em 2021). (Esse veto) É inconstitucional, pois a União não pode proibir que estados e municípios concedam gratificação ou progressão na carreira dos servidores”, defendeu o líder do PSB na Câmara, Alessandro Molon (RJ).

Já o líder do PSL na Casa, Felipe Francischini (PR), defendeu a manutenção, mas desmentiu o dado do governo. “Sabemos que o cálculo do governo de R$ 120 bilhões foi bastante exagerado, mas precisamos ter responsabilidade. O Brasil é um país atrasado por causa da bomba fiscal, e não é culpa de um único governo”, declarou.

Metropoles

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