Cinco deputados do RN votaram para acelerar projeto que derruba aumento do IOF

Cinco deputados do RN votaram para acelerar projeto que derruba aumento do IOF
FOTO: REPROUÇÃO
FOTO: REPROUÇÃO

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira a urgência de um projeto que derruba o aumento do IOF. O placar final foi de 346 votos a favor e 97 contrários. Com a urgência aprovada, o projeto pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara.

Dos oito deputados federais do Rio Grande do Norte, cinco votaram a favor e dois votaram contra. Um deles esteve ausente. Entre os deputados que contribuíram para a derrota do governo estão parlamentares do União Brasil e do PP, que detêm ministérios na Esplanada.

Veja como foi a votação:

A favor:

Benes Leocádio (União)
Carla Dickson (União)
General Girão (PL)
João Maia (PP)
Robinson Faria (PP)

Contra:

Fernando Mineiro (PT)
Natália Bonavides (PT)

Ausente:

Sargento Gonçalves (PL)

Entenda

As reviravoltas em torno do IOF já renderam três decretos diferentes sobre o assunto. O primeiro foi publicado no dia 22 de maio e elevou a alíquota de diversas operações. No mesmo dia, o governo recuou apenas na tributação das remessas de fundos brasileiros ao exterior.

Após reação negativa de setores do mercado e parlamentares, o governo publicou um decreto “recalibrando” os valores do IOF na noite da última quarta-feira. Com o recuo parcial, a Fazenda estima reduzir a arrecadação neste ano de R$ 19,1 bilhões para entre R$ 6 bilhões e R$ 7 bilhões. Esta é a norma que está na mira da Câmara e pode ser revogada.

Também na noite de quarta, o governo publicou uma medida provisória (MP) com medidas de compensação às mudanças no IOF. Essa normativa vale por 120 dias até ser aprovada ou não pelo Congresso.

Argumentos do governo

A origem do problema surge a partir da necessidade do governo de fechar as contas neste ano e nos seguintes, por isso o Ministério da Fazenda editou medidas de arrecadação, como o aumento do IOF.

Desde o início das discussões, o argumento do governo é de que eventual derrubada das medidas levará a um cenário de paralisação da máquina pública, quando as despesas não obrigatórias caem a um nível que dificulta a manutenção do dia a dia do governo. As despesas não obrigatórias pagam investimentos, compras do governo e o custeio de coisas mais básicas, como insumos e contas de luz.

Ao final de maio, o governo anunciou o congelamento de R$ 31,3 bilhões no Orçamento de 2025 para cumprir as regras fiscais.

Agora RN

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário