‘Sociedade fica mais tranquila’ com morte de Marcelo Pica-Pau, afirma delegado

‘Sociedade fica mais tranquila’ com morte de Marcelo Pica-Pau, afirma delegado
FOTO: JOSÉ ALDENIR

A sociedade potiguar “fica mais tranquila” depois da morte de Marcelo Johnny Viana Bastos, de 32 anos – conhecido como Marcelo Pica-Pau. A avaliação é do delegado Joacir Rocha, da Divisão Especializada em Investigação e Combate ao Crime Organizado (Deicor) da Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN).

Em coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira 28 na sede da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed), o delegado da Deicor explicou que Marcelo Pica-Pau era o bandido mais procurado do Estado desde o ano passado. Ele era a principal liderança da facção autointitulada Novo Cangaço – que vinha promovendo violentos assaltos a bancos e carros-fortes, entre outros crimes.

“Ele era o mentor, foi o iniciador e era o comandante da facção que se autointitulava como Novo Cangaço, ou Cangaço. A gente entende que, com o falecimento dele, a sociedade fica mais tranquila. Obviamente, a Deicor vai realizar um trabalho em cima dos outros integrantes dessa organização criminosa. Vamos tentar, a partir do empenho entre as delegacias especializadas, a captura dos outros integrantes”, afirmou Rocha.

Marcelo Pica-Pau foi morto durante uma intensa operação policial realizada no último fim de semana em Extremoz, na Grande Natal. O bandido estava escondido em uma casa no loteamento Portal do Sol junto com outras duas pessoas: um comparsa e uma amante. Ao ser localizado após meses como foragido, Marcelo se recusou a se entregar e trocou tiros com policiais civis e militares durante mais de 20 horas, entre a manhã de sábado e a manhã de domingo.

Ao longo das mais de 20 horas, os policiais tentaram negociar a rendição do bandido, mas ele não aceitou se entregar. A troca de tiros só terminou com a morte de Pica-Pau. Antes dele, também morreram: o comparsa Cláudio Ferreira dos Santos, conhecido como Bode-Rouco, e Jamile Xavier da Silva, de 19 anos, amante de Pica-Pau.

Ao todo, foram cerca de 100 agentes envolvidos na operação. Depois do tiroteio, a polícia entrou na casa e encontrou dois fuzis (um 5,56 e um 7,62) e uma pistola (.40), que estavam em posse dos criminosos. A casa onde Pica-Pau ficou abrigado, na rua Macapá, ficou destruída. A reportagem do AGORA RN entrou no local e viu o rastro de destruição.

Herlânio Cruz, delegado-geral adjunto da Polícia Civil, registrou que Pica-Pau era investigado por diversos crimes, inclusive homicídios. “Era um criminoso que vinha causando muito terror para a segurança pública do Rio Grande do Norte. Por isso, todas as delegacias especializadas estão aqui. Foi uma integração dentro da Polícia Civil, convergindo nesse trabalho que foi coroado com a operação”, declarou o delegado.

Pica-Pau é suspeito de homicídios e outros crimes

Segundo a Polícia Civil, as investigações da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) apontam conexões do grupo de Pica-Pau com homicídios registrados nos municípios de Touros e em outras localidades da Grande Natal. Marcelo possuía condenações e mandados de prisão preventiva em aberto por crimes como furto, homicídio qualificado, associação criminosa e uso de explosivos.

Segundo a Civil, o grupo utilizava veículos roubados na prática dos crimes e “mantinha ramificações em Pernambuco, onde também foram realizadas diligências, especialmente no município de Cabo de Santo Agostinho, em dezembro do ano passado”.

Segundo a Polícia Civil, ele era responsável por dezenas de assaltos e assassinatos, como a morte da jovem Maria Bruna Assunção, no dia 6 de julho deste ano, em Ceará-Mirim; e o roubo de malotes no supermercado Nordestão, na Zona Sul de Natal, em agosto do ano passado, que terminou com a morte de um vigilante.

A Polícia Civil informou que o objetivo da operação era a captura dos três bandidos, e não as mortes, como aconteceu. Além de uma irmã de Pica-Pau, um advogado também participou das tentativas. Marcelo, no entanto, não aceitou se entregar.

Comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar, major Cláudio afirmou que Pica-Pau não livrou nem a irmã do tiroteio. “Surgiu a possibilidade de levar alguém da imprensa até lá, porém, seria um risco muito grande. Se ele realizou disparos com a presença da irmã, (levar a imprensa) era um risco que não podíamos correr… o risco de ter um jornalista atingido”, afirmou major Cláudio.

Agora RN

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário