Mandado

Polícia prende estudante de jornalismo por pornografia infantil

Danrley Souza Lessa preso por suspeita de pornografia infantil na Bahia
Danrley Souza Lessa, estudante de jornalismo, foi preso em Salvador sob suspeita de pornografia infantil — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Danrley Souza Lessa foi detido em Salvador nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, com celulares contendo material comprometedor. O Esporte Clube Bahia acionou as autoridades.

A Polícia Civil da Bahia prendeu Danrley Souza Lessa, um estudante de jornalismo e designer gráfico, na última terça-feira, 5 de maio de 2026, em Salvador. A ação, conduzida pela Delegacia Especializada na Repressão aos Crimes contra a Criança e o Adolescente (DERCCA), cumpriu um mandado de busca e apreensão. O motivo da operação é a investigação sobre a produção e armazenamento de pornografia infantil, um crime hediondo que viola profundamente a dignidade e a segurança de crianças e adolescentes, gerando um impacto devastador na sociedade.

Durante a abordagem policial, foram apreendidos dois telefones celulares, contendo um vasto material de fotos e vídeos suspeitos, que agora passarão por análise pericial minuciosa. Nas redes sociais, Lessa se apresentava como um profissional de design gráfico, entusiasta da dança e torcedor fervoroso do Esporte Clube Bahia.

A proximidade de Danrley Souza Lessa com as equipes do clube, onde frequentemente acompanhava suas atividades devido aos seus estudos em jornalismo e paixão pelo time, é um ponto crucial da investigação. Conforme informações da polícia, grande parte dos crimes de aliciamento ocorria justamente nas imediações da sede do Bahia. Foi o próprio Esporte Clube Bahia que, ao tomar conhecimento das denúncias, encaminhou a situação às autoridades competentes.

Em nota oficial, o clube declarou ter adotado "medidas cabíveis no âmbito interno" imediatamente após ser informado dos fatos. A instituição reafirmou seu compromisso com a ética e a segurança, pontuando que aguarda a "devida solução" do caso e permanecerá atenta a todos os desdobramentos da investigação.

As investigações da DERCCA foram iniciadas em outubro de 2024, após denúncias que apontavam a atuação do suspeito. Ao longo da apuração, a polícia identificou que Lessa aliciava crianças e adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, para a produção e armazenamento de material envolvendo cenas de nudez. Até o momento, a polícia localizou e ouviu ao menos quatro vítimas, que confirmaram os crimes e detalharam a gravidade das violações sofridas.

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