MÁ CONDUTA

PM afasta agentes após agressão a gerente em Natal

Policial militar, afastado por agressão, em abordagem em Natal
Policial militar é afastado após denúncia de agressão a gerente de restaurante em Natal. (Imagem: Reprodução)

Decisão do Comando Geral ocorre depois de denúncia de tapa no rosto de mulher em abordagem com bebê. Procedimento administrativo apura conduta.

Na tarde desta sexta-feira, 10 de abril de 2026, o Comando Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte decidiu afastar imediatamente os militares envolvidos das atividades operacionais e instaurar um procedimento administrativo. A medida ocorre após a grave denúncia de que um policial agrediu uma gerente de restaurante com um tapa no rosto durante uma abordagem em Natal, um incidente que choca a sociedade e levanta sérios questionamentos sobre a conduta das forças de segurança.

O episódio de violência se deu na manhã da mesma sexta-feira. A gerente, que seguia para o trabalho, deparou-se com uma abordagem policial envolvendo o esposo de sua sobrinha, que estava com um bebê de apenas um ano no banco traseiro do veículo. Preocupada com a criança, ela se aproximou para pegar o bebê. Contudo, um dos policiais teria ordenado que ela devolvesse a criança ao carro. Diante da sua recusa, a situação escalou rapidamente.

Segundo o relato da vítima, o agente passou a proferir xingamentos e, em meio à confusão, desferiu um tapa em seu rosto. Um tapa no rosto, no meio da rua, em plena manhã, com um bebê por perto, é um ato que vai além da agressão física; ele atinge a dignidade e a sensação de segurança de qualquer cidadão. A recusa em devolver a criança, motivada talvez pelo instinto de proteção de uma tia, escalou para uma agressão chocante, deixando a gerente em estado de choque.

Em nota divulgada na tarde de 10 de abril de 2026, a Polícia Militar informou a determinação do afastamento imediato dos militares lotados no 5º Batalhão. Além disso, o Comando Geral assegurou a abertura de um rigoroso procedimento administrativo para a completa apuração dos fatos. Esta é uma decisão provisória, visando resguardar a integridade da investigação, e não representa um julgamento definitivo sobre a culpa dos envolvidos.

A corporação reiterou, por meio da nota, seu compromisso com a legalidade e o respeito ao cidadão, afirmando que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes. "A Polícia Militar do Rio Grande do Norte informa que o Comando Geral, ao tomar conhecimento de imagens veiculadas em redes sociais sobre a conduta de policiais lotados no 5º BPM, determinou ao comando da referida unidade o afastamento imediato dos envolvidos das atividades operacionais. Paralelamente, foi determinada a abertura de procedimento administrativo para a rigorosa apuração dos fatos", diz o comunicado.

A instituição conclui: "A corporação reitera que sua atuação é pautada pela legalidade e pelo respeito ao cidadão, reafirmando que não compactua com desvios de conduta de seus integrantes." A sociedade agora aguarda os resultados dessa investigação, esperando que a justiça seja feita e a confiança na polícia seja reafirmada.

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