SAÚDE EM RISCO
PF combate canetas emagrecedoras ilegais no país
Operação Heavy Pen mirou produtos sem registro e de origem duvidosa em 11 estados. 45 mandados de busca e apreensão cumpridos em 7 de abril de 2026.
Na manhã de terça-feira, 7 de abril de 2026, a Polícia Federal, com o apoio crucial da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), deflagrou a Operação Heavy Pen. A ação teve como objetivo central combater a entrada irregular, a produção clandestina e a comercialização ilegal das chamadas "canetas emagrecedoras", um mercado que coloca em risco a saúde de milhares de pessoas em busca de tratamentos para perda de peso. A operação se estendeu por diversos estados, incluindo o Rio Grande do Norte, e sublinha a gravidade do comércio de produtos sem procedência.
As equipes da PF cumpriram um total de 45 mandados de busca e apreensão, além de realizar 24 ações de fiscalização simultaneamente. Os estados de Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, São Paulo, Sergipe, Santa Catarina e o próprio Rio Grande do Norte foram palco da ofensiva. A Operação Heavy Pen foca em desmantelar grupos criminosos envolvidos em toda a cadeia ilícita, desde a importação fraudulenta até a distribuição e venda irregular desses medicamentos.
A investigação da Polícia Federal concentra-se em produtos à base de substâncias como semaglutida e tirzepatida, comumente utilizadas em tratamentos para obesidade, e também a retatrutida, que ainda não possui autorização para comercialização no Brasil. O uso dessas substâncias sem controle e prescrição médica adequada pode gerar graves efeitos colaterais e complicações à saúde, alertam as autoridades sanitárias.
Durante as diligências, as equipes de fiscalização também vistoriaram laboratórios de manipulação, clínicas estéticas e empresas sob suspeita de operar fora das rigorosas normas sanitárias. O foco é identificar locais que produzem, fracionam ou vendem produtos sem o registro necessário ou de origem totalmente desconhecida, expondo a população a riscos iminentes.
O material apreendido, que inclui substâncias, equipamentos e documentos, será fundamental para reforçar as investigações em curso. A Polícia Federal aponta que as condutas criminosas identificadas podem configurar crimes graves, como falsificação de medicamentos, comércio irregular e contrabando, com penas severas previstas na legislação brasileira. A operação reforça o compromisso das forças de segurança em proteger a saúde pública e combater a atuação de redes que lucram com a vulnerabilidade alheia.
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