ESCÂNDALO

PF apreende carro e moto na casa de Ciro Nogueira em Brasília

Agentes da Polícia Federal em ação durante Operação Compliance Zero na residência de Ciro Nogueira.
Policiais federais durante operação de busca e apreensão. Foto: Agência Brasil.

Ação da Operação Compliance Zero na quinta-feira, 07/05/2026, mira suspeitas de corrupção e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Um esquema complexo de corrupção, lavagem de dinheiro e crimes contra o Sistema Financeiro Nacional levou a Polícia Federal (PF) a intensificar as ações da Operação Compliance Zero, com buscas na residência do senador Ciro Nogueira (PP-PI), em Brasília, na quinta-feira, 07/05/2026. A PF apreendeu um carro BMW e uma motocicleta no local. A operação, em sua quinta fase, mira aprofundar indícios de que o parlamentar teria recebido vantagens indevidas e agido em prol de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, usando seu mandato. Esta investigação é crucial para resguardar a probidade da administração pública e a confiança na estabilidade econômica do país.

O senador, que também foi ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro (PL), agora enfrenta restrições significativas: ele está proibido de entrar em contato com outros investigados e testemunhas do caso. A medida visa assegurar a integridade da apuração, evitando interferências que possam comprometer a busca pela verdade.

No total, a quinta fase da Operação Compliance Zero cumpriu dez mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As ações se estenderam por diversos estados, incluindo Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal, demonstrando a amplitude da rede investigada pela Polícia Federal.

Em nota oficial, a defesa de Ciro Nogueira repudiou veementemente a operação, negando qualquer participação do senador em atividades ilícitas e reiterando sua inocência. A defesa contesta as alegações e afirma que o parlamentar agiu dentro da legalidade.

Detalhes da Investigação

Relatórios da Polícia Federal, encaminhados ao Supremo Tribunal Federal (STF), indicam que Ciro Nogueira teria recebido "vantagens indevidas" de Daniel Vorcaro. O cerne das acusações reside na suposta apresentação de uma emenda parlamentar que visava ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil para R$ 1 milhão. Segundo os investigadores, essa alteração teria sido orquestrada com a colaboração de membros do Banco Master, beneficiando indiretamente os interesses da instituição.

O documento que autorizou a operação também individualiza Raimundo Nogueira, irmão do senador, como um "agente de sustentação formal e operacional da estrutura empresarial vinculada ao núcleo familiar de Ciro Nogueira". Essa conexão familiar sugere um arranjo mais complexo na suposta trama investigada pela PF.

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