SAÚDE
Polícia prende ginecologista por abuso durante parto no Paraná
Felipe Lucas, de 81 anos, já era investigado por outras denúncias de abuso sexual no Paraná. Mandado de prisão preventiva cumprido nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026.
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) deteve nesta quinta-feira, 7 de maio de 2026, o ginecologista Felipe Lucas, de 81 anos, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. A decisão judicial veio após uma denúncia de abuso sexual contra uma paciente em trabalho de parto na cidade de Teixeira Soares. Este ato chocante não apenas viola a confiança depositada em um profissional de saúde, mas agride a dignidade e a integridade de uma mulher no momento mais vulnerável de sua vida, destacando a importância inadiável da proteção e do respeito aos pacientes.
A corporação cumpriu a ordem de prisão preventiva depois que a denúncia foi formalizada por suposto abuso sexual durante atendimento médico.
A vítima compareceu à delegacia e relatou ter sido abusada pelo profissional por cerca de cinco minutos, enquanto iniciava o trabalho de parto.
Rafael Nunes Mota, delegado responsável pela investigação, confirmou a prisão e informou que Felipe Lucas foi “encaminhado à Justiça para os procedimentos cabíveis”.
O caso segue sob investigação, com a polícia buscando elucidar todos os detalhes e possíveis novas evidências.
Outras Acusações
As denúncias contra o médico não são isoladas. Em abril de 2026, Felipe Lucas já havia sido indiciado após três mulheres relatarem práticas de abuso durante atendimentos.
A polícia informou que uma das vítimas descreveu como, durante um exame ginecológico, o médico realizou massagens em suas partes íntimas sob a justificativa de “orientação sexual”. Esta conduta, segundo a corporação, não possui qualquer respaldo técnico-científico ou protocolo médico reconhecido.
Sete dias após a consulta, a mulher procurou a delegacia. Ela explicou a demora em buscar ajuda devido ao intenso abalo emocional. Somente após confirmar com outros profissionais de saúde que os procedimentos realizados não eram normais, e diante da persistência de sintomas como insônia e desespero, ela decidiu formalizar a denúncia.
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