VIOLÊNCIA CONTRA INFÂNCIA

Mãe é presa suspeita de matar bebê com sinais de tortura em Pelotas

Fachada de unidade policial em Pelotas, Rio Grande do Sul.
Investigação da Polícia Civil do RS aponta sinais de agressões e queimaduras em bebê.

Laudo pericial indica traumatismo craniano como causa da morte. Criança apresentava queimaduras e marcas de agressões antigas e recentes.

A Polícia Civil do RS efetuou a prisão de uma mulher de 33 anos, em Pelotas, Rio Grande do Sul (RS), sob a acusação de homicídio contra o próprio filho, um bebê de apenas um ano e sete meses. A medida foi tomada pela autoridade policial nesta sábado, 18/07/2026, diante da gravidade dos indícios de violência extrema revelados pela perícia técnica.

O acionamento das autoridades ocorreu inicialmente na sexta-feira, 17/07/2026, quando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi chamado para atender a uma suposta emergência médica. Na ocasião, a suspeita alegou que o filho havia se engasgado ao ingerir leite. Ao chegarem ao endereço, as equipes de socorro constataram que a criança já não apresentava sinais vitais.

A narrativa de um acidente doméstico foi prontamente descartada pelo exame de corpo de delito. A delegada Lisiane Mattarredona, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), informou que a causa do óbito foi traumatismo craniano. Mais do que o trauma na cabeça, o exame revelou um cenário degradante de maus-tratos contínuos, com a presença de queimaduras e múltiplas lesões físicas, tanto recentes quanto cicatrizes de agressões pretéritas.

A investigação conduzida pela DPCA segue em curso, tratando o episódio como crime de maus-tratos com resultado morte. O rigor técnico das apurações busca assegurar a justiça para o bebê, cuja proteção deveria ser garantida pelo núcleo familiar agora sob custódia estatal.

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