COMBATE AO CRIME
Justiça mantém júri popular de acusados em grupo de extermínio no RN
Decisão do TJRN confirma julgamento de dupla por homicídio qualificado em Ceará-Mirim, com uso de mensagens e delação como provas.
A Justiça manteve a decisão que levará a julgamento pelo Tribunal do Júri dois homens acusados de homicídio qualificado, suspeitos de integrar um grupo de extermínio que atuava em Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte. A determinação, confirmada recentemente, valida a pronúncia realizada pela Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim), que identificou provas consistentes de autoria e materialidade.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) fundamentou a manutenção do julgamento em um robusto conjunto de evidências. Entre os elementos que pesam contra os réus estão interceptações telefônicas e registros de conversas em um grupo de WhatsApp intitulado “Os Caras Durões”. O aplicativo era utilizado pelos suspeitos para coordenar ações, compartilhar informações estratégicas e selecionar alvos de ataques.
Além das provas digitais, o processo conta com o depoimento de um colaborador que, em acordo de delação premiada, admitiu participação nos crimes e detalhou a dinâmica da organização. A localização geográfica dos aparelhos celulares também foi decisiva para o magistrado: dados indicam que os acusados estavam nas proximidades do local do homicídio durante a madrugada de 22 de fevereiro de 2017.
Ao confirmar o júri popular, o Tribunal reforça o compromisso com a responsabilização de atos que violam o direito à vida e a segurança da comunidade. A decisão é um passo fundamental para o esclarecimento das atividades do grupo e a busca por justiça para as famílias das vítimas.
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