CRIME ORGANIZADO

CV financiou cirurgia plástica de missionária investigada na Operação Fariseus

Foto de Rhavenna Almeida, investigada na Operação Fariseus da Polícia Civil.
Rhavenna Almeida é suspeita de integrar esquema de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho.

A Polícia Civil de Mato Grosso revelou que a investigada utilizava fachada religiosa para lavar dinheiro e manter contatos logísticos com lideranças da facção.

A estrutura logística do Comando Vermelho (CV) em Mato Grosso contava com o apoio direto de uma missionária para a movimentação de recursos ilícitos e manutenção de contatos estratégicos, conforme revelado pela Polícia Civil nesta sexta-feira, 17/07/2026. A decisão pela prisão preventiva de Rhavenna Almeida foi deflagrada na Operação Fariseus, realizada em 16/07/2026, com o objetivo de desarticular um esquema que utilizava o projeto Equipe Evangelismo Resgatando Vidas como fachada para atividades criminosas.

O delegado Victor Hugo Caetano de Freitas, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), detalhou que a organização criminosa recompensava a colaboração da investigada com benefícios financeiros, incluindo o custeio de cirurgias plásticas. O envolvimento da suspeita ultrapassava o apoio logístico, configurando um elo de comunicação entre lideranças foragidas e o ambiente prisional, sob o pretexto de assistência religiosa.

As investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Draco indicam que Rhavenna Almeida mantinha vínculos estreitos com Jonas Souza Gonçalves Júnior, conhecido como “Batman”, que permanece foragido da Justiça desde 2024. Provas colhidas durante a operação, incluindo fotos de fuzis banhados a ouro e registros de videochamadas com membros do CV, ilustram a proximidade da suspeita com o cotidiano violento da facção no RJ.

A Justiça determinou, além das prisões, o bloqueio do acesso dos investigados a unidades prisionais e a quebra de sigilos bancários e telemáticos. As medidas visam estancar o fluxo de dinheiro lavado pela facção, que era mascarado em contas de familiares e terceiros para financiar viagens, veículos de luxo e procedimentos estéticos, comprometendo a integridade de projetos de assistência social.

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