Advogado, suspeito de cooptar mulheres para que elas abusassem sexualmente de seus próprios filhos, é preso em Natal

Sede do Ministério Público do Rio Grande do Norte, em Natal — Foto: Divulgação/Ministério Público do RN OPERAÇÃO DEFLAGRADA PELO MPRS, CUMPRIU MANDADOS NESTA QUINTA. HOMEM UTILIZAVA AS REDES SOCIAIS PARA ALICIAR AS VÍTIMAS E CONSEGUIR FOTOS E VÍDEOS ÍNTIMOS DELAS. (FOTO: MINISTÉRIO PÚBLICO DO RN)
Uma operação conjunta do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e do Paraná (MPPR) nesta quinta-feira (7) cumpriu mandados judiciais e prendeu em Natal um advogado suspeito de cooptar, por meio de redes sociais na internet, mulheres com a intenção de abusar sexualmente de seus filhos. A operação Jocasta cumpriu três mandados no RN e outros, no Paraná. O homem, de 38 anos, utilizava as redes sociais para aliciar as vítimas e conseguir delas fotos e vídeos íntimos. De posse das imagens, ele passava a manipulá-las com o intuito de que continuassem a enviar material de conteúdo pornográfico, chegando a ameaçar algumas delas. Um dos casos comprovados envolve uma mãe que abusou do próprio filho, uma criança de 8 anos, para satisfazer a lascívia do advogado. Ela foi presa no Paraná como desdobramento da operação. Na capital potiguar, os mandados foram cumpridos em três endereços, sendo um deles o escritório de advocacia do investigado. A ação contou com a participação de agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), com o apoio da Polícia Militar, e a presença de representantes da Ordem dos Advogados do Brasil. Foram apreendidos notebooks, celulares e outros objetos que podem estar relacionados à prática do crime. Disque 127 O Disque Denúncia 127 é um canal direto do MPRN para denúncias de crimes em geral. O cidadão pode ligar gratuitamente para o número. A identidade da fonte será preservada. Além do telefone, as denúncias também podem ser encaminhadas por Whatsapp para o número (84) 98863-4585 ou e-mail para [email protected]. Os cidadãos podem encaminhar informações em geral que possam levar à prisão de criminosos, denunciar atos de corrupção e crimes de qualquer natureza. No Whatsapp, são aceitos textos, fotos, áudios e vídeos que possam comprovar as informações oferecidas.

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