CRIMES DIGITAIS
Adolescente brasileiro na França é investigado por promover ataques e automutilação
Polícia Civil de São Paulo utilizou cooperação internacional via Interpol para identificar jovem que organizava ações contra crianças e escolas.
A Polícia Civil de São Paulo identificou um adolescente brasileiro de 16 anos, residente na França, como suspeito de liderar uma rede voltada à prática e ao incentivo de crimes virtuais, como automutilação, suicídio, maus-tratos a animais e atentados contra instituições de ensino. A descoberta, consolidada em 11 de julho de 2026, foi possível graças ao trabalho de inteligência do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), que monitora ameaças que colocam em risco a integridade física e psicológica de crianças e adolescentes.
A investigação teve início no início de 2025, após técnicos do Noad rastrearem um servidor utilizado para a propagação de conteúdos ilícitos. Segundo a delegada Lisandréa Salvariego Colabuono, coordenadora do núcleo, o desafio central da operação foi contornar o uso de pseudônimos e ferramentas de anonimização que os suspeitos utilizam para ocultar suas identidades e localizações geográficas.
Após confirmar que o adolescente operava a partir de solo francês, a Polícia Civil obteve autorização da Justiça Federal para formalizar a cooperação internacional. A Polícia Federal foi acionada para intermediar a comunicação com a Interpol, resultando na inclusão do nome do jovem na Difusão Azul, que auxilia na localização de pessoas para fins de investigação criminal.
O impacto dessas ações vai além do ambiente virtual, afetando diretamente a segurança emocional de jovens vulneráveis. Segundo as autoridades, o padrão de atuação envolve a cooptação de vítimas, especialmente meninas, em jogos e redes sociais, levando-as à chantagem e à automutilação. A Polícia Civil esclarece que, como o suspeito está no exterior, o prosseguimento das medidas punitivas depende das autoridades francesas.
Este caso reforça um alerta sobre a segurança no ambiente digital. A Associação Brasileira de Psiquiatria destaca que quadros de depressão e vulnerabilidade, muitas vezes explorados por esses criminosos, podem ser tratados. Em casos de necessidade de apoio emocional, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone ou via Skype, funcionando 24 horas por dia para quem busca ajuda.
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