INFRAESTRUTURA URBANA
Transbordamento de lagoa na Moema Tinoco causa prejuízos a comerciantes em Natal
Comerciantes da Zona Norte relatam perdas recorrentes após chuvas. Secretaria Municipal de Infraestrutura afirma que local passa por obras de recuperação.
O transbordamento da lagoa de captação na Avenida Moema Tinoco, na Zona Norte de Natal, voltou a impactar a rotina de quem trabalha e circula pela região nesta terça-feira, 21. A situação, agravada pelas fortes chuvas registradas no período, reacendeu o debate sobre a capacidade de drenagem e a manutenção preventiva necessária para evitar novos danos ao comércio local.
Para Carlos André, proprietário da André Rações, o episódio resultou em perdas imediatas e significativas. A água invadiu o estabelecimento, danificando mercadorias, mobiliário e equipamentos eletrônicos. "Tive vários prejuízos de ração, de mobília, computador e ainda perdi um dia de faturamento. Foi muito, muito prejuízo mesmo", lamentou o comerciante.
Na visão dos moradores e empresários, o problema é crônico e deriva de uma falha de planejamento estrutural. Carlos André aponta que a lagoa perdeu capacidade de absorção ao longo do tempo, em parte devido à falta de desassoreamento e ao redirecionamento de águas pluviais provenientes de bairros vizinhos, como o Brasil Novo, para o mesmo reservatório. Segundo ele, o sistema atual apenas transfere o volume de água de uma área para outra, sem oferecer uma solução definitiva.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra) informou, via nota oficial, que a Lagoa de Captação do Parque das Dunas I está passando por obras de recuperação em sua estrutura física. A pasta pontuou que os serviços englobam a regularização de taludes e cercamento, e reforçou que a bomba de drenagem opera normalmente.
A Secretaria, contudo, não detalhou se existem estudos para ampliar a capacidade do reservatório ou se o sistema de drenagem da Avenida Moema Tinoco será revisto para suportar o volume das chuvas intensas. Enquanto não há uma resposta técnica sobre a causa dos transbordamentos, o receio permanece entre os comerciantes que, a cada precipitação, temem novos danos ao patrimônio e à dignidade do trabalho realizado na Zona Norte.
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