ALERTA

Praia da Redinha: banho desaconselhado por risco à saúde em Natal

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Banhistas na Praia da Redinha, Natal, agora desaconselhada para banho por riscos sanitários e físicos.

Pesquisadores alertam para níveis de coliformes fecais e riscos de acidentes; estudo analisou dados de 22 de janeiro a 26 de fevereiro deste ano.

Pesquisadores do Programa Água Azul, uma iniciativa conjunta do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (IDEMA), do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do RN, emitiram um alerta crucial para a saúde pública e segurança. Após análises detalhadas realizadas entre 22 de janeiro e 26 de fevereiro deste ano, o uso da Praia da Redinha, no trecho em frente ao Mercado Público da Zona Norte de Natal, é categoricamente desaconselhado para banho devido a níveis alarmantes de contaminação e perigos físicos.

A revelação atinge um dos "points" mais recentes e badalados da cidade, que atraiu centenas de pessoas em busca de suas águas esverdeadas, especialmente durante a noite. O que parecia um novo oásis de lazer se revela, agora, um risco iminente à dignidade e ao bem-estar da população, que busca na praia um momento de relaxamento e convívio, mas pode encontrar doenças e acidentes.

O relatório técnico, elaborado pelo Programa Água Azul, não deixa dúvidas. Os cientistas identificaram níveis elevados de coliformes fecais na água, com variações drásticas entre 130 e 5.400 NMP por 100 mililitros. Em duas das seis semanas monitoradas, os índices ultrapassaram os limites estabelecidos pela Resolução nº 274/2000 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), classificando o trecho como impróprio para recreação. A legislação é clara: águas para banho devem conter, no máximo, 1.000 coliformes fecais em 80% das amostras. Quando a última coleta supera 2.500 NMP/100 mL, como ocorreu na Redinha/Mercado, a área é automaticamente considerada inadequada.

Contudo, a ameaça vai além da contaminação invisível. O estudo alerta para riscos físicos significativos. A área é marcada por estruturas rochosas irregulares e pontiagudas, usadas na contenção da erosão, que elevam a probabilidade de acidentes e lesões. Some-se a isso as fortes correntes do estuário do Rio Potengi, que ganham intensidade durante a maré vazante, arrastando os incautos para situações de perigo. O problema se agrava exponencialmente com o uso noturno da praia, que, devido à baixa visibilidade, transforma o local em uma armadilha.

Comparado ao trecho vizinho da própria Praia da Redinha, que é monitorado regularmente e se localiza mais próximo ao Rio Potengi, a área em frente ao Mercado Público demonstrou uma queda acentuada na qualidade da água, especialmente na última semana de análise. Este dado reforça a urgência do alerta.

Diante desse cenário preocupante, os especialistas são enfáticos: a população deve evitar o banho na Praia da Redinha / Mercado, em Natal, sobretudo à noite e nos períodos de maré baixa. A decisão de ignorar este aviso pode custar caro à saúde e à vida, transformando um momento de lazer em um pesadelo sanitário ou um grave acidente.

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