ALERTA SANITÁRIO
Autoridades revelam mortes em cruzeiro por hantavírus
Três passageiros faleceram e outros três estão doentes; Organização Mundial da Saúde já apura o caso.
Autoridades sanitárias globais e holandesas confirmaram neste domingo, 03/05/2026, que três passageiros morreram e outros três estão gravemente doentes a bordo do navio MV Hondius, da Oceanwide Expeditions, atingido por um possível surto de hantavírus. A emergência expõe a vulnerabilidade da saúde em alto-mar e o impacto devastador de uma doença rara sobre vidas humanas.
A empresa Oceanwide Expeditions, com sede na Holanda, emitiu um comunicado à imprensa informando estar "gerenciando uma situação médica grave" no MV Hondius, que permanece ancorado nas proximidades de Cabo Verde.
A Organização Mundial da Saúde (OMD) disse que está investigando o surto. Testes laboratoriais já confirmaram a presença de hantavírus em um dos seis passageiros afetados, informou a organização.
O cruzeiro partiu da Argentina há cerca de três semanas, com aproximadamente 150 passageiros a bordo, e realizou paradas na Antártida e em outras localidades antes de seguir para Cabo Verde.
O Ministério das Relações Exteriores da Holanda confirmou o falecimento de dois passageiros holandeses, porém não divulgou detalhes adicionais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou, através de uma publicação no X, que um dos passageiros enfermos está internado na unidade de terapia intensiva na África do Sul. A Sky News relatou que este passageiro é britânico, citando o Departamento de Saúde da África do Sul.
A Oceanwide Expeditions revelou que as autoridades de Cabo Verde não concederam permissão para o desembarque de passageiros que necessitam de atendimento médico. Diante disso, autoridades holandesas esforçam-se para organizar a repatriação de dois passageiros sintomáticos, bem como o transporte do corpo de um dos falecidos. Esta decisão prolonga a angústia dos viajantes e familiares.
O hantavírus é transmitido principalmente pela inalação de partículas aerossolizadas de fezes e urina de roedores, como ocorre em ambientes varridos onde ratos estiveram presentes. Em casos raros, a OMS afirma que a transmissão entre pessoas é possível. A preocupação se intensifica dado o ambiente confinado de um navio.
Os sintomas iniciais da doença assemelham-se aos da gripe, mas podem progredir rapidamente para insuficiência cardíaca e pulmonar, com cerca de 40% dos casos resultando em óbito, conforme dados dos Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos. A gravidade da doença sublinha a urgência da resposta.
Não existem medicamentos específicos para combater o hantavírus. O tratamento foca em cuidados de suporte, incluindo a utilização de ventiladores em pacientes com quadros graves. A falta de tratamento direto aumenta a dependência de cuidados intensivos para a sobrevivência.
"A OMS está facilitando a coordenação entre os Estados-membros e os operadores do navio para a retirada médica de dois passageiros sintomáticos, bem como uma avaliação completa de risco à saúde pública e apoio aos passageiros restantes a bordo", declarou a OMS, enfatizando a complexidade da operação humanitária e sanitária.
O Ministério das Relações Exteriores britânico e o Departamento de Saúde da África do Sul não responderam aos pedidos de comentário da agência Reuters.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário