COOPERAÇÃO JURÍDICA

Brasil busca extradição do Japão de condenado por estupro de vulnerável

Criança segurando um urso de pelúcia, representando o impacto de crimes contra vulneráveis.
Imagem ilustrativa de criança; o MPMG acionou cooperação internacional para prender condenado por abuso sexual que fugiu para o Japão.

O Ministério Público de Minas Gerais pediu a extradição de um homem de 60 anos condenado a 20 anos de prisão por abusos cometidos em Ipatinga.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) solicitou à Justiça a localização, prisão e extradição de um homem de 60 anos, condenado definitivamente a 20 anos de reclusão por estupro de vulnerável. A decisão foi formalizada pelo promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, com o objetivo de assegurar o cumprimento da pena de um crime cometido em Ipatinga, no Vale do Aço, visto que o réu fugiu do Brasil e reside atualmente no Japão.

Os abusos ocorreram entre 2008 e 2010, período em que o agressor mantinha um relacionamento com a avó da vítima. Aproveitando-se da convivência familiar, ele cometia os atos enquanto ficava a sós com a criança, que tinha entre quatro e cinco anos na época. O trauma foi revelado anos depois, quando a vítima relatou os fatos à mãe, desencadeando as investigações da Polícia Civil e a denúncia do MPMG.

O caso transitou em julgado após confirmação da sentença pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), tornando a condenação definitiva. Diante da evasão do condenado para o exterior, o Ministério Público acionou os mecanismos de cooperação jurídica internacional. O pedido visa envolver o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Ministério das Relações Exteriores e a Polícia Federal para intermediar a extradição junto às autoridades japonesas.

Além da extradição, foi requerida a prisão provisória do homem com o intuito de evitar uma nova fuga e garantir a efetividade da lei penal brasileira. Segundo Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a medida é fundamental para evitar a impunidade de criminosos que tentam escapar da Justiça deixando o país, assegurando que o condenado responda pelos atos cometidos contra a dignidade da vítima.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário