REPERCUSSÃO INTERNACIONAL
Planalto e Itamaraty reagem à fala de Donald Trump e defendem contra-ataque
Declarações do presidente dos Estados Unidos sobre o cenário político brasileiro geram preocupação e indicam necessidade de resposta firme.
O Palácio do Planalto e o Itamaraty reagiram nesta quarta-feira, 17/06/2026, às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o cenário político brasileiro. Trump afirmou, ao ser questionado sobre o resultado do julgamento do deputado cassado Eduardo Bolsonaro, que “o Brasil está se tornando um país duro politicamente, um pouco perigoso politicamente. Está meio desagradável”.
No Itamaraty, diplomatas admitem, sob reserva, preocupação com possíveis sinais de interferência no processo eleitoral de 2026. Já no Palácio do Planalto, auxiliares classificam as falas como “perigosas” diante do atual cenário político e defendem resposta firme e rápida do governo brasileiro. Uma fonte próxima à gestão indicou que a administração petista “deve ir para cima”.
Em resposta direta às declarações, o presidente Lula afirmou em coletiva que Trump “não tem o direito” de se intrometer nas eleições brasileiras, independentemente de preferências políticas. “Ele tem o direito de ter suas preferências ideológicas e eleitorais. Só espero que ele não fira o código de respeito entre nações soberanas. Ele pode gostar do Bolsonaro, do pai, do filho, do neto, não tem problema. Agora, não se meta nas eleições do Brasil, porque isso é um problema do Brasil”, declarou Lula.
O presidente brasileiro também sugeriu que Trump deveria “aprender” com o Brasil a realizar eleições “mais tranquilas”. Lula voltou a defender o sistema de votação por urnas eletrônicas, ressaltando que o Brasil possui um sistema que permite a divulgação dos resultados em poucas horas após o encerramento da votação. “Os Estados Unidos poderiam aprender com o Brasil a fazer eleições mais tranquilas, mais leves e menos conturbadas. Não tem país no mundo que tenha um sistema de urna eletrônica como o nosso, em que, duas horas após o encerramento da votação, a gente já sabe o resultado nos 27 estados da Federação. Já sabe quem é o presidente eleito, quem são os governadores, os senadores e os deputados. A gente não fica no século passado, com voto em papel. Uma lista com 500 nomes, a gente não fica. Então, se tem alguém que precisa aprender com as eleições civilizadas do Brasil, é o meu amigo Trump”, afirmou.
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