ALERTA DE SANÇÕES

EUA sancionam brasileiros e empresas por suposta ligação com PCC

Sede do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Departamento do Tesouro dos EUA anunciou novas sanções contra indivíduos e empresas com supostas ligações ao PCC.

Medida visa desarticular rede financeira do PCC nos EUA e no Brasil. Duas empresas brasileiras e cidadãos identificados como elos do tráfico de drogas e lavagem de dinheiro foram alvos.

Os Estados Unidos anunciaram, nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, a sanção de dois cidadãos brasileiros e quatro empresas, incluindo duas companhias sediadas no Brasil. A ação é motivada pela suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) e visa desarticular a estrutura financeira da facção criminosa.

A decisão de hoje aprofunda as medidas já tomadas pelo governo americano. Em 28 de maio, os EUA haviam classificado o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Na ocasião, o governo americano ressaltou que a influência e as redes ilícitas desses grupos transcendem as fronteiras brasileiras, estendendo-se por toda a América e adentrando o próprio território dos Estados Unidos.

As pessoas sancionadas são Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As empresas brasileiras afetadas são Pixwave Soluções de Pagamentos LTDA, Victory Trading Intermediações de Negócios, Cobranças e Tecnologia LTDA, e Wave Construções Inteligentes LDTA. Uma empresa portuguesa, Avenidas Flutuantes Unipessoal LDA, também foi incluída na lista, assim como a gangue Chone Killer, do Equador.

Segundo o Departamento do Tesouro americano, as quatro companhias brasileiras teriam vínculos com Victor Shimada. Ele é apontado como um elo crucial entre o PCC com atuação na Flórida e traficantes de drogas internacionais. As investigações indicam que Shimada teria lavado mais de US$ 30 milhões em recursos ilícitos, originados em cidades americanas e arredores, utilizando criptomoedas para remeter fundos ao Brasil em benefício da facção.

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