PRESSÃO MILITAR NA ILHA

EUA mobilizam porta-aviões no Caribe para pressionar Cuba, diz G1

Porta-aviões Nimitz dos Estados Unidos navegando no mar do Caribe.
Porta-aviões Nimitz, parte da frota mobilizada pelos EUA no Caribe.

Comando Sul divulga imagens de navio de guerra e aliados. Secretário de Estado critica diálogo com regime, enquanto senador defende intervenção.

Em uma demonstração de força com implicações diretas na soberania e dignidade de Cuba, os Estados Unidos mobilizaram o porta-aviões Nimitz e seus navios de escolta para o Caribe. A decisão, divulgada pelo Comando Sul das Forças Armadas americanas nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026, intensifica a pressão diplomática, econômica, jurídica e militar sobre a ilha. A manobra, que pode gerar tensões e impactar a vida de milhares de pessoas, ocorre em meio a alegações de interferência e acusações mútuas entre os países.

A embarcação, que esteve recentemente na América do Sul realizando exercícios com a Marinha do Brasil no Rio de Janeiro, chegou ao Caribe na quarta-feira (20). Paralelamente, os EUA têm realizado voos militares de vigilância próximos a Cuba. A estratégia lembra ações anteriores da Casa Branca, que posicionou um porta-aviões no Caribe antes de uma operação na Venezuela. Questionado se a intenção seria intimidar Cuba, o presidente Donald Trump negou, afirmando que buscaria abrir possibilidades para cubano-americanos ajudarem a ilha, uma declaração que requer análise atenta sobre seu real impacto na população.

O secretário de Estado americano anunciou que Cuba aceitou ajuda humanitária de US$ 100 milhões, mas demonstrou ceticismo sobre um acordo pacífico, dada a natureza das negociações. Por outro lado, Marco Rubio, crítico do regime cubano, não descarta intervenção militar, citando a aquisição de armamentos por Cuba da Rússia e China e a presença de inteligência desses países. Essa postura levanta preocupações sobre o respeito aos direitos humanos e a autodeterminação do povo cubano.

O ministro das Relações Exteriores de Cuba condenou os comentários americanos, alertando para um possível derramamento de sangue e acusando Washington de provocar o colapso econômico e o desespero social, em parte devido ao embargo e à proibição de petroleiros abastecerem a ilha desde janeiro de 2026. Decisões judiciais, como a da Suprema Corte determinando indenização a uma empresa americana por terreno estatizado em Havana, e o indiciamento criminal do ex-presidente Raúl Castro pelo Departamento de Justiça dos EUA por derrubar dois aviões em 1996, também adicionam camadas de complexidade e potencial sofrimento às relações bilaterais.

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