TENSÃO NA AMÉRICA

Governador de Buenos Aires repudia declarações de Javier Milei contra Brasil

Foto de Axel Kicillof ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O governador Axel Kicillof e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em encontro anterior.

Axel Kicillof classificou falas de Javier Milei como vergonha alheia e alertou para riscos diplomáticos e econômicos entre as nações irmãs.

O governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof, manifestou repúdio contra o comportamento de Javier Milei durante a visita do presidente argentino ao Brasil. A crítica, tornada pública neste domingo (26/7), expõe o descontentamento de lideranças políticas argentinas diante das declarações proferidas pelo mandatário no país.

Em uma publicação oficial, Axel Kicillof afirmou ter assistido com vergonha alheia às ofensas destinadas ao governo brasileiro e à figura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O governador enfatizou que a postura de Javier Milei não representa o sentimento da população argentina, reforçando que a Argentina defende a integração regional e o respeito entre nações irmãs.

A preocupação central de Axel Kicillof reside no impacto socioeconômico das provocações, uma vez que o Brasil é o principal sócio comercial da Argentina. Segundo o governador, o alinhamento de Javier Milei a Flávio Bolsonaro (PL), motivado por solicitações externas de Donald Trump, coloca em risco investimentos, exportações e milhares de postos de trabalho no país vizinho.

O episódio ocorreu no sábado (25/7), durante convenção do Partido Liberal (PL) em São Paulo. Na ocasião, Javier Milei utilizou termos depreciativos contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e dirigiu ataques diretos a Luiz Inácio Lula da Silva. As falas geraram uma crise diplomática imediata, resultando na convocação do embaixador do Brasil na Argentina, Júlio Bitelli, pelo Itamaraty para prestar esclarecimentos.

Como gesto de pacificação, Axel Kicillof relatou ter entrado em contato direto com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, para reiterar que a relação bilateral exige responsabilidade diplomática e não provocações retóricas. O Itamaraty classificou o discurso como uma ofensa grave, e o embaixador Júlio Bitelli deve se reunir com Mauro Vieira na segunda-feira (27/7) para avaliar os desdobramentos do caso.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário