RETALIAÇÃO A ATAQUE
Rússia lança ataque massivo contra Kiev em retaliação a ofensiva ucraniana
Explosões em Kiev ocorrem após alerta de mísseis russos. Presidente Vladimir Putin ordenou resposta a ataque que vitimou civis e militares ucranianos.
Em retaliação a um ataque ucraniano que vitimou civis e militares, a Rússia lançou um ataque balístico massivo contra Kiev, neste domingo, 24/05/2026. A decisão de retaliar partiu do presidente russo, Vladimir Putin, após o que ele classificou como um ato "terrorista" promovido por drones ucranianos contra um dormitório universitário em Starobilsk, cidade ocupada no leste de Luhansk, na sexta-feira (22).
Na noite de sábado, a Força Aérea Ucraniana emitiu alerta sobre o lançamento do míssil balístico de médio alcance (Oreshnik), classificado como um tipo de míssil russo de alta potência. Tymur Tkachenko, administrador militar de Kiev, confirmou em publicação no Telegram que a capital estava sob "ataque balístico massivo" e solicitou que a população permanecesse em abrigos.
O prefeito de Kiev, Vitaliy Klitschko, relatou danos causados por destroços e pedidos de assistência médica em toda a capital. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia mencionado a possibilidade de um ataque com mísseis Oreshnik e o Departamento de Estado dos EUA alertou que a embaixada americana em Kiev recebeu informações sobre um possível ataque iminente.
Zelensky utilizou a rede social X para afirmar que "serviços de inteligência relataram ter recebido dados, inclusive de parceiros americanos e europeus, sobre a Rússia preparando um ataque com o míssil Oreshnik". Ele pediu "uma resposta do mundo – e com uma resposta que não seja posterior ao fato, mas preventiva. É preciso pressionar Moscou para que não amplie a guerra".
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou ao Ministério da Defesa que apresentasse propostas para uma resposta retaliatória. Segundo a agência de notícias estatal russa TASS, o número de mortos no ataque de drone ucraniano em Starobilsk subiu para 18, incluindo crianças, com outras três pessoas possivelmente presas sob os escombros. A Ucrânia, por sua vez, rejeitou a alegação de Putin, acusando a mídia russa de "informações manipuladoras" e reafirmando que seus ataques visam "infraestrutura militar e instalações usadas para fins militares".
Militares ucranianos detalharam que, entre os alvos atingidos na madrugada de sexta-feira, estava "um dos quartéis-generais da unidade 'Rubicon' na região de Starobilsk", referindo-se ao Centro Rubicon de Tecnologias Avançadas de Drones, pioneiro em tecnologia e direcionamento de drones russos desde 2024. O país tem intensificado ataques com drones de longo alcance, reivindicando nesta semana ataques contra instalações militares russas em território ocupado, como um campo de treinamento de pilotos de drones em Snizhne, que teria matado 65 cadetes, e um quartel-general do serviço de segurança russo e sistema de defesa aérea em Kherson, com cerca de 100 russos mortos ou feridos.
A Ucrânia tem desenvolvido um arsenal de drones de médio e longo alcance, capazes de realizar ataques profundos contra infraestrutura militar e energética russa. Zelensky mencionou ainda ataques a "uma importante empresa do complexo militar-industrial da Rússia", localizada a 1.700 quilômetros dentro do território russo, em uma fábrica de produtos químicos no Krai de Perm.
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