VETERANO DE CONFLITO

Brasileiro que perdeu R$ 340 mil em apostas relata vida no Exército da Ucrânia

Brasileiro Thiago Morais da Silva Moita em treinamento militar na Ucrânia
Thiago Morais da Silva Moita, conhecido como BadBoynaUcrania, cumpre missões de reconhecimento em território ucraniano.

Após prejuízo financeiro com bets, Thiago Morais da Silva Moita relata sobrevivência a ataques em Dnipro e mudança de perspectiva de vida.

Thiago Morais da Silva Moita, um brasileiro que se alistou no Exército da Ucrânia, relatou ter escapado da morte em duas ocasiões distintas desde que ingressou na Legião Internacional de Defesa da Ucrânia. O depoimento, registrado neste sábado, 11/07/2026, revela que o combatente buscava um novo propósito após enfrentar graves perdas financeiras em apostas on-line no Brasil, onde estima ter perdido mais de R$ 340 mil.

A primeira experiência traumática ocorreu logo após o treinamento militar, quando Thiago Morais da Silva Moita foi enviado para uma zona de alto risco. Segundo o relato, um míssil atingiu a residência onde estava alojado poucos dias após sua chegada, após o sobrevoo de um caça. O brasileiro obteve uma transferência para um segundo batalhão, mas o vilarejo que abrigava sua nova base também foi alvo de um ataque destruidor logo após sua partida, evento que resultou na morte de um colega de farda.

Atualmente, Thiago Morais da Silva Moita encontra-se em Dnipro, onde realiza missões de reconhecimento ao lado de outros 13 brasileiros. Embora a região seja considerada mais estável, o cotidiano do combatente, que integra a Legião Internacional de Defesa da Ucrânia desde março de 2026, é definido pela exposição constante a bombardeios, drones e mísseis.

Conhecido na internet pelo perfil BadBoynaUcrania — apelido originado em São Gonçalo (RJ) durante sua juventude — ele afirma que a experiência no conflito transformou sua mentalidade. Para o brasileiro, o vício em jogos no Brasil representava uma ameaça maior do que a atual realidade militar. "A guerra que eu estava vivendo no Brasil era pior do que esta aqui. Era uma guerra mental. Lá eu estava me matando", declarou.

O vínculo com a instituição militar segue o previsto em contrato, com previsão de retorno ao Brasil para férias entre novembro e dezembro de 2026. A continuidade ou o encerramento do serviço será avaliado por ele ao fim desse período.

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