FALTA DE ALIMENTAÇÃO

SindSaúde denuncia suspensão de refeições para servidores e acompanhantes no Hospital Walfredo Gurgel

Servidores e acompanhantes do Hospital Walfredo Gurgel sem refeições.
Servidores e acompanhantes do Hospital Walfredo Gurgel foram surpreendidos com a suspensão das refeições.

Servidores do maior hospital público do RN e seus acompanhantes ficam sem refeições a partir de 16/06/2026 devido à falta de gêneros alimentícios. Sindicato cobra providências.

O Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Rio Grande do Norte (SindSaúde) denunciou, nesta terça-feira, 16/06/2026, a suspensão das refeições para servidores e acompanhantes no Hospital Walfredo Gurgel, em Natal. A medida, informada por comunicado interno do setor de nutrição, pegou os funcionários de surpresa e não tem previsão de retorno. A razão apresentada é a falta de gêneros alimentícios, decorrente do abastecimento irregular por parte de fornecedores devido à ausência de pagamento, uma responsabilidade atribuída ao governo do Estado.

A decisão impacta diretamente a dignidade dos trabalhadores e a qualidade do atendimento público. Para o SindSaúde, é inadmissível que os servidores, que já enfrentam baixos salários e lidam com o sofrimento dos pacientes, precisem arcar com os custos de sua própria alimentação durante o plantão. A situação se agrava para os acompanhantes de pacientes, muitos vindos do interior, que dependem dessas refeições por não possuírem recursos para se manter.

Em comunicado, o sindicato ressaltou que, para garantir um atendimento digno à população, os trabalhadores precisam de condições mínimas de trabalho, incluindo alimentação. A crise no fornecimento de refeições expõe o descaso com a saúde pública e com os profissionais que sustentam o Sistema Único de Saúde (SUS). A entidade cobra medidas urgentes para assegurar condições dignas a todos.

Diante da recorrência do problema, o Sindsaúde/RN incluiu em sua pauta de reivindicações a garantia da alimentação por parte da gestão em situações emergenciais, como a falta de gêneros alimentícios ou paralisações de terceirizados. A medida visa impedir que episódios como este continuem penalizando os profissionais da linha de frente e os cidadãos mais necessitados do serviço público.

A direção do hospital solicitou compreensão no comunicado, mas a entidade sindical reforça a urgência de soluções definitivas para a questão. A decisão sobre a suspensão das refeições não é definitiva e cabe ao governo do Estado resolver a questão do abastecimento para restabelecer o serviço.

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