ALERTA FISCAL
Rio Grande do Norte entra em alerta fiscal com despesas superando arrecadação em mais de três vezes
Levantamento da XP Investimentos aponta que gastos do governo potiguar cresceram 17,7% entre janeiro e abril de 2026, enquanto arrecadação avançou 5,3%, indicando potencial deterioração das contas públicas.
Uma reportagem publicada pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 08/06/2026, acende um sinal de alerta sobre a situação fiscal dos estados brasileiros em ano eleitoral. Segundo levantamento da XP Investimentos, os governadores devem encerrar 2026 com um déficit conjunto de R$ 6 bilhões, após terem fechado 2025 com superávit de R$ 6,6 bilhões.
Entre os estados que mais chamam atenção no estudo está o Rio Grande do Norte. De acordo com os dados apresentados, as despesas do governo estadual cresceram 17,7% entre janeiro e abril deste ano, na comparação com o mesmo período de 2025. Já a arrecadação avançou apenas 5,3%.
Na prática, os gastos do Estado estão crescendo mais de três vezes acima do ritmo das receitas, cenário que preocupa economistas por indicar uma deterioração das contas públicas caso a tendência seja mantida ao longo do ano. O levantamento aponta que o Rio Grande do Norte figura entre os estados que apresentaram os maiores aumentos de despesas no período analisado.
O percentual potiguar ficou atrás apenas do Rio Grande do Sul, que registrou crescimento de 21,4% nos gastos. A reportagem destaca ainda que, apesar de alguns estados terem ampliado investimentos e despesas impulsionados por programas de renegociação de dívidas e maior disponibilidade de caixa, o avanço das despesas acima da arrecadação pode comprometer a sustentabilidade fiscal no médio prazo.
Outro dado citado pelo estudo é que o Rio Grande do Norte encerrou 2025 com disponibilidade de caixa estimada em R$ 3 bilhões. No entanto, especialistas alertam que o aumento acelerado das despesas pode reduzir essa margem de segurança nos próximos exercícios. O tema ganha relevância não apenas pela questão fiscal, mas também pelo impacto político.
Em ano pré-eleitoral, a gestão das contas públicas tende a entrar no centro do debate entre governo e oposição, especialmente quando indicadores apontam crescimento das despesas em ritmo superior ao das receitas.
Os números divulgados por O Globo reforçam uma discussão que deve acompanhar os próximos meses: até que ponto o Estado conseguirá manter a expansão dos gastos sem comprometer o equilíbrio das contas públicas e a capacidade de investimento futuro.
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