CRIME ORGANIZADO
PF desarticula facções criminosas em megaoperação nacional
Com 81 presos e mais de R$ 103 milhões em bens bloqueados, a Operação Força Integrada II ataca o crime em 16 estados, protegendo a sociedade.
Nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, a Polícia Federal divulgou o balanço final da Operação Força Integrada II, uma ação coordenada que desferiu um duro golpe contra facções criminosas em 16 estados do Brasil. A decisão de mobilizar as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) visou desarticular redes que atuam no tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro, roubo de carga e crimes ambientais, impactando diretamente a segurança e a dignidade da sociedade brasileira. O esforço conjunto resultou na prisão de 81 alvos e no cumprimento de 234 mandados, demonstrando o compromisso das autoridades em proteger cidadãos e enfraquecer o poder do crime organizado.
A operação, realizada nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, mobilizou as FICCOs de todos os estados, culminando na detenção de 81 indivíduos – sendo 73 em cumprimento de mandados judiciais e nove autuados em flagrante. Além das prisões, foram cumpridos 161 mandados de busca e apreensão, totalizando 234 ordens judiciais executadas. Essas ações não apenas retiraram criminosos das ruas, mas também interromperam a cadeia de comando e financiamento de organizações que exploram comunidades por meio de diversas atividades ilícitas.
O balanço das apreensões evidencia a dimensão do combate ao crime: 10 armas e 1.123 munições retiradas de circulação; 3 kg de cocaína e derivados, 4 kg de maconha e 50 unidades de drogas sintéticas confiscadas, impedindo que chegassem aos consumidores. O impacto financeiro foi significativo, com a apreensão de R$ 62,5 mil em moeda nacional, 25 veículos e o bloqueio de impressionantes R$ 103,8 milhões em bens, enfraquecendo a capacidade de operação dessas facções.
Entre as ações de destaque, a Polícia Federal ressaltou as intervenções em João Pessoa, na Paraíba, e em Uberlândia, em Minas Gerais. Na capital paraibana, a investigação da Ficco identificou a atuação da facção Nova OKD, concentrada principalmente no Centro da cidade. Tratava-se de uma organização estruturada, fortemente armada e com domínio territorial, dedicada ao tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais. Surpreendentemente, seu líder mantinha o comando das atividades criminosas mesmo já estando sob custódia prisional. Nesta região, 20 alvos foram presos, 40 mandados de busca foram cumpridos e um fuzil foi apreendido, desestabilizando uma importante célula criminosa.
Em Minas Gerais, as investigações em Uberlândia e Ituiutaba focaram no combate ao tráfico internacional de drogas, agenciado por organizações criminosas com ramificações em todo o Brasil. As operações resultaram em 22 prisões e 41 ordens de busca e apreensão, com o sequestro patrimonial de aproximadamente R$ 98 milhões. Estas ações são cruciais para desmantelar a logística sofisticada utilizada pelos traficantes, que inclui o uso de aeronaves, empresas de fachada e interpostas pessoas para ocultar bens e movimentar ativos ilícitos.
A Operação Força Integrada II se estendeu por diversos estados, com ações coordenadas pelas respectivas FICCOs:
- FICCO/MA – São Luís/MA: A Operação Descenso III mirou uma organização criminosa em Chapadinha/MA, com foco no financiamento do grupo, cumprindo 17 mandados de busca e apreensão.
- FICCO/AL – Maceió/AL: A Operação Assíncrono II combateu a receptação de equipamentos da Caixa Econômica Federal, falsificação de documentos, crimes ambientais e a disponibilização de conteúdo de abuso sexual infantojuvenil. Um mandado de prisão e dois de busca e apreensão foram cumpridos em Maceió/AL.
- FICCO/AP – Macapá/AP: A Operação Reincidência, contra o tráfico de drogas, resultou no cumprimento de um mandado de busca e apreensão em Macapá/AP.
- FICCO/SE – Aracaju/SE: A Operação Occultum, de combate ao tráfico de drogas, identificou um dos responsáveis por uma carga de uma tonelada de maconha apreendida em fevereiro de 2026. Um mandado de prisão e um de busca e apreensão foram cumpridos em Aracaju/SE.
- FICCO/RN – Natal/RN: A Operação Barba II desarticulou uma organização criminosa interestadual envolvida em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, cumprindo três mandados de prisão e oito de busca e apreensão em Natal/RN e João Pessoa/PB, além do bloqueio de bens móveis e imóveis, totalizando cerca de R$ 13 milhões.
- FICCO/RO – Porto Velho/RO: A Operação Espectro atacou uma organização criminosa atuante no controle territorial e em crimes graves em Porto Velho/RO, cumprindo quatro mandados de busca e apreensão.
- FICCO/RJ – Rio de Janeiro/RJ: A Operação Rota Final combateu o roubo de uma carga dos Correios, com apoio da SEPOL/RJ, cumprindo seis mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro/RJ.
- FICCO/PB – João Pessoa/PB: A Operação Trapiche, focada em organização criminosa de tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de capitais, liderada por um homem preso, cumpriu 20 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão na Paraíba e em Minas Gerais, além de medidas cautelares como sequestro de carros, valores e imóveis.
- FICCO/MG – Belo Horizonte/MG: A Operação Guardiões do Fogo combateu a obtenção ilegal de Certificados de Registro (CR) de Colecionador, Atirador Desportivo ou Caçador (CAC), cumprindo três mandados de busca e apreensão em Poços de Caldas/MG.
- FICCO/UDI – Uberlândia/MG: As Operações Paper Stone e Rota Andina combateram o tráfico interestadual e internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Foram cumpridos 41 mandados de busca e apreensão, 22 de prisão e 26 de busca e apreensão de veículos em diversas cidades, além do sequestro patrimonial de aproximadamente R$ 98 milhões.
- FICCO/PR - Curitiba/PR: A Operação Blue Sky II, desdobramento de ação anterior, visou prender integrantes do núcleo de tráfico de entorpecentes de uma facção, cumprindo 13 mandados de busca e apreensão e sete de prisão.
- FICCO/SC – Florianópolis/SC: A Operação Impedimento desarticulou grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas na Grande Florianópolis, com quatro mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, além do bloqueio de valores.
- FICCO/RS – Porto Alegre/RS: A Operação Cerco Integrado focou na desarticulação e descapitalização de estruturas criminosas no Rio Grande do Sul, cumprindo seis mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em vários municípios.
- FICCO/BH – Belo Horizonte/MG: A Operação Terminus II cumpriu dois mandados de prisão contra investigados e condenados por tráfico de drogas, organização criminosa e crimes violentos em Belo Horizonte/MG.
- FICCO/CE – Fortaleza/CE: A Operação Custos Legis cumpriu um mandado de prisão temporária e um de busca e apreensão em Fortaleza/CE, em investigação de ameaças a autoridade pública.
- FICCO/AC – Rio Branco/AC: A Operação Alerta monitorou e localizou foragidos da Justiça investigados por crimes violentos, tráfico de drogas e organização criminosa, cumprindo quatro mandados de prisão preventiva.
- FICCO/TO – Palmas/TO: A Operação Estoque Oculto neutralizou estrutura logística de apoio ao tráfico internacional de drogas, cumprindo um mandado de busca e apreensão em Pedro Afonso/TO.
- FICCO/ES – Vitória/ES: A Operação Alçapão combateu a estrutura logística de armamentos de facção criminosa, cumprindo dois mandados de busca e apreensão em imóveis supostamente utilizados para armazenamento de armas, munições e explosivos em Cariacica/ES.
- FICCO/GVS e BEMIG/MG – Governador Valadares/MG: A Operação Rota Paralela cumpriu quatro mandados de busca e apreensão em investigação de promoção de migração ilegal e crimes conexos, com sequestro de veículos, imóveis e valores de até R$ 6,8 milhões por investigado.
Essas ações integradas reforçam a capacidade do Estado de combater o crime organizado em múltiplas frentes, assegurando a ordem pública e a justiça para a população.
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