OPOSIÇÃO SE REÚNE

-Sergio Moro e Deltan Dallagnol lançam chapa com PL e Novo no Paraná

Sergio Moro, Flávio Bolsonaro, Deltan Dallagnol e Filipe Barros em evento político no Paraná.
Sergio Moro (PL-PR), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Filipe Barros (PL-PR) em evento em Curitiba.

Sergio Moro (PL-PR) busca o governo do Paraná, enquanto Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Filipe Barros (PL-PR) visam cadeiras no Senado em 2026. Evento em Curitiba reuniu nomes de peso da oposição.

Em um movimento estratégico para o cenário político de 2026, Sergio Moro (PL-PR), ex-juiz federal e senador, lançou sua pré-candidatura ao governo do Paraná nesta sexta-feira, 29 de maio de 2026, em Curitiba. O evento, que contou com a presença de figuras proeminentes da oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sinaliza uma articulação robusta em torno de bandeiras como o combate à corrupção e a segurança pública. A decisão de consolidar essa chapa unificada no Paraná, com Moro pleiteando o executivo estadual e outros nomes disputando vagas no Senado, reforça a busca por uma alternativa política frente ao governo atual.

O ato político, realizado na capital paranaense, reuniu Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à presidência, e os pré-candidatos ao Senado Deltan Dallagnol (Novo-PR) e Filipe Barros (PL-PR). O discurso dos participantes concentrou críticas ao governo federal, ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defendeu a continuidade de pautas caras ao grupo, que visam impactar a dignidade das instituições e a percepção de segurança da sociedade brasileira. A articulação demonstra a união de forças em torno de pautas conservadoras e anticorrupção, buscando capitalizar o descontentamento com a gestão petista.

Deltan Dallagnol, em sua fala, defendeu mudanças nas regras para impeachment de ministros do STF e exaltou o legado da operação Lava Jato, afirmando que a ação foi prejudicada quando passou a investigar autoridades próximas à Corte. "A Lava Jato começou em Curitiba e colocou os maiores corruptos do país na cadeia. Ela começou a ser destruída quando chegou perto dos ministros do STF", declarou o ex-procurador. Ele sinalizou sua intenção de ir para o Senado com o objetivo de viabilizar o impeachment de ministros do STF, argumentando pela necessidade de reformas institucionais profundas.

Filipe Barros, por sua vez, destacou a atuação de Flávio Bolsonaro na articulação com o governo dos Estados Unidos para classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas. Segundo o deputado, a iniciativa visa proteger as famílias brasileiras e reforçou a expectativa de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ) retorne ao Planalto em 2027. A fala de Barros ressalta a preocupação do grupo com a segurança pública e o combate ao crime organizado, temas que também ganham força com a iniciativa diplomática mencionada.

Sergio Moro associou sua candidatura ao legado da Lava Jato no Paraná, enfatizando a forte conexão com a região. "A República de Curitiba é nossa. O Paraná é nosso", declarou, elogiando Flávio Bolsonaro pela articulação internacional contra as facções criminosas e criticando as manifestações do presidente Lula sobre a decisão dos EUA. A fala de Moro reforça a identidade política do grupo com a operação que marcou a história recente do Judiciário brasileiro e a luta contra a corrupção.

Flávio Bolsonaro encerrou o evento com um discurso de campanha presidencial, relatando ter recebido orientações de Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília. Ele reiterou a defesa da classificação das facções como organizações terroristas e criticou a postura de Lula diante da criminalidade. "Moro, nós temos a responsabilidade de colocar fim ao PT e a esse projeto de miséria", afirmou Flávio, direcionando um apelo à união contra o atual governo.

O evento em Curitiba é parte de uma estratégia mais ampla da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que busca fortalecer sua imagem junto à base bolsonarista e recolocar sua candidatura no centro do debate político. Após o desgaste de discussões internas, o grupo tem focado em agendas voltadas ao combate à corrupção e à segurança pública. Recepções em aeroportos e agendas estratégicas, como a escolha de Curitiba, visam reforçar a aproximação com temas caros ao eleitorado e a identidade do grupo político.

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