"PREGO BATIDO"

Rogério Marinho "bate o martelo" em chapa de direita, diz Coronel Hélio

Coronel Hélio do PL durante entrevista, falando sobre a chapa política e as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte.
Coronel Hélio em entrevista, assegurando a definição da chapa da direita para 2026 no RN.

Pré-candidato ao Senado assegura que sua vaga está confirmada e rechaça entrada de Flávio Rocha; articulações nos bastidores persistem.

O Coronel Hélio (PL) afirmou nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026, que sua pré-candidatura ao Senado pelo Rio Grande do Norte está irrevogavelmente definida, rechaçando com veemência os rumores de uma possível substituição por Flávio Rocha (Novo) na chapa da direita. Segundo o pré-candidato, o senador Rogério Marinho (PL) já consolidou esta decisão, o que solidifica a composição majoritária com Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado, Babá Pereira (PL) como vice e Styvenson Valentim (Podemos) para o Senado. Essa afirmação de estabilidade política é crucial, pois busca dissipar incertezas e moldar a percepção pública sobre a unidade e a força do grupo conservador nas eleições de 2026, oferecendo maior clareza aos eleitores potiguares sobre os nomes que disputarão as cadeiras mais importantes do Estado.

Em entrevista concedida ao Diário do RN, Coronel Hélio foi taxativo ao negar qualquer manobra para sua substituição, assegurando que a pré-candidatura própria ao Senado permanece inabalável. Ele reiterou que a composição já está selada, mencionando a chapa com Álvaro Dias (PL) para o Governo do Estado, Babá Pereira (PL) como vice e Styvenson Valentim (Podemos) para uma das vagas ao Senado, um arranjo que, segundo ele, “segue unida”.

Com ares de finalidade, Coronel Hélio usou expressões enfáticas para rechaçar a ideia de Flávio Rocha ocupar a vaga ao Senado, afirmando: “Não, não, não. Está descartado. Prego batido, ponta virada. O senador Rogério Marinho já bateu o martelo, inclusive.” Essa declaração visou cortar pela raiz as especulações sobre a chegada de um novo nome à corrida.

O pré-candidato do PL fez questão de salientar que seu diálogo com Styvenson Valentim é contínuo, minimizando a ausência do senador em eventos recentes do bloco. Ele explicou que a falta de agendas conjuntas é decorrente de compromissos parlamentares pré-agendados, não indicando qualquer desunião ou descontentamento.

Corroborando a proximidade, Hélio revelou: “Eu estive com o senador Styvenson em Brasília e estarei com ele novamente na próxima semana. Essa informação [sobre resistência] eu não tenho, porque percebo que ele está dentro da nossa chapa majoritária. Inclusive, me convidou para assinar uma ordem de serviço junto com ele na Base Aérea de Natal, agenda que acabou sendo adiada.”

Ainda em seu discurso de unidade, Coronel Hélio projetou uma maior visibilidade da integração entre os membros da chapa nas semanas seguintes. “Nós estamos juntos, sim, dentro da chapa majoritária. O senador Styvenson, o Coronel Hélio, o Álvaro e o Babá. Acredito que é uma chapa unida, forte e convicta”, declarou, reafirmando a coesão do grupo.

As especulações sobre possíveis alterações na composição ganharam vulto a partir de informações de bastidores que apontavam para uma aproximação entre Styvenson Valentim e o empresário Flávio Rocha (Novo). Rocha, com histórico de cogitações para o Senado ou para alianças diversas no Rio Grande do Norte, teria seu nome novamente ventilado, o que gerou a instabilidade que Coronel Hélio agora tenta aplacar.

Em uma ramificação dessas articulações, chegou-se a ventilar a hipótese de o União Brasil de José Agripino Maia buscar uma aproximação de Flávio Rocha com a senadora Zenaide Maia (PSD), cenário que, contudo, não obteve confirmação oficial, permanecendo no campo das conjecturas políticas.

Renato Cunha Lima, presidente estadual do Novo no Rio Grande do Norte, também se pronunciou ao Diário do RN sobre as especulações envolvendo Styvenson Valentim e Flávio Rocha na disputa pelo Senado em 2026. Embora cauteloso ao frisar que o momento ainda é de articulações políticas, Cunha Lima demonstrou grande entusiasmo com a possibilidade de uma composição entre os dois.

“Sem dúvidas, seria uma dupla imbatível. Uma coligação com Styvenson e Flávio para o Senado. Imbatível”, sentenciou, revelando a perspectiva de uma chapa forte para os eleitores.

Cunha Lima ainda indicou potenciais nomes para suplência em uma eventual composição, citando a vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão, irmã do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, e o ex-vice-governador do RN Fábio Dantas.

Contudo, ele manteve a ressalva: “Mas tudo ainda está no campo das hipóteses”, reiterando a fluidez do cenário político atual.

A despeito das múltiplas especulações, Coronel Hélio manteve sua firmeza, insistindo que a definição política do grupo já está consolidada internamente. “Agora é muito em breve que a gente vai estar andando juntos e essa chapa majoritária vai estar mais perceptível na caminhada pelo Estado”, concluiu, projetando uma campanha unida e visível para o eleitorado potiguar.

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