DISPUTA PELO PALÁCIO
Lula e Flávio lideram disputa eleitoral em diferentes Estados do país
Levantamento aponta que o atual presidente está à frente em 12 unidades da Federação, enquanto o candidato do PL lidera em 7, com foco na estratégia regional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida pela reeleição em 12 Estados, enquanto o senador Flávio Bolsonaro, candidato pelo PL, ocupa a primeira posição em 7 unidades da Federação. O cenário, detalhado em levantamento consolidado nesta terça-feira (28/07/2026), reflete a distribuição geográfica do eleitorado brasileiro e a disputa estratégica pelo voto em cada região.
Os 12 Estados onde o petista desponta como favorito reúnem 67,13 milhões de votantes, o que corresponde a 42,29% do eleitorado nacional. Em contrapartida, os 7 Estados nos quais Flávio lidera somam 29,42 milhões de eleitores, representando 18,53% do total. Apenas em Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) mantém a dianteira, isolando-se como a principal via competitiva fora da polarização.
A análise considera as pesquisas eleitorais mais recentes registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Unidades como Roraima e Alagoas ficaram de fora do balanço pela ausência de dados íntegros disponíveis. Em 10 Estados, o desempenho atual de um dos candidatos sugere, hipoteticamente, a possibilidade de vitória ainda no 1º turno, caso a eleição fosse restrita a esses territórios.
A vantagem territorial de Luiz Inácio Lula da Silva concentra-se, predominantemente, no Nordeste. O petista lidera em Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Minas Gerais, pelo histórico de termômetro eleitoral, é visto como um campo estratégico fundamental para ambos os lados.
Já o avanço de Flávio Bolsonaro é mais expressivo no Sul e no Centro-Oeste, áreas com perfil de eleitorado alinhado ao setor do agronegócio. O candidato lidera em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rondônia e Acre. Em Rondônia e no Acre, o desempenho atual indicaria uma vitória em primeiro turno.
Para a reversão do quadro atual, especialistas observam que Flávio precisaria ampliar seu alcance em colégios decisivos como São Paulo — onde a direita busca consolidar sua influência — e reduzir a margem de desvantagem nos Estados hoje sob liderança de Luiz Inácio Lula da Silva. O cenário, entretanto, segue em constante movimentação com a formalização das candidaturas, cujo prazo final junto à Justiça Eleitoral encerra-se em 15 de agosto.
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