Manipulação
Factoide: sem ser autor da ação, Álvaro Dias é alvo de narrativa criada por Allyson após derrota na Justiça Eleitoral
O autor da ação é o Partido Novo do Rio Grande do Norte, que ingressou com a representação alegando a prática de propaganda eleitoral antecipada
Após sofrer uma derrota na Justiça Eleitoral, o prefeito de Mossoró e pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra (União Brasil), recorreu às redes sociais para criar um factoide político. Em vídeo, atribuiu ao pré-candidato Álvaro Dias (PL) a responsabilidade pela ação que resultou na suspensão de três perfis ligados à sua pré-campanha. Os autos do processo, entretanto, mostram que a narrativa não corresponde aos fatos.
A representação que levou à decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RN) não foi apresentada por Álvaro Dias, nem pelo Partido Liberal. O autor da ação é o Partido Novo do Rio Grande do Norte, que ingressou com a representação alegando a prática de propaganda eleitoral antecipada por meio dos perfis vinculados à pré-campanha de Allyson.
A liminar também não foi concedida em razão de qualquer iniciativa de Álvaro Dias. A decisão foi proferida pelo juiz federal Hallison Rêgo Bezerra, relator do processo no TRE-RN, após examinar os argumentos apresentados pelo Partido Novo.
Na decisão, o magistrado afirma que, em análise preliminar, os perfis @rncomallyson, @timeallyson e @allysondopovo divulgaram publicações contendo "pedido explícito de voto", configurando indícios de propaganda eleitoral antecipada irregular.
O relator registra ainda que as publicações antecipam atos típicos da campanha eleitoral e possuem "potencial lesivo à paridade de armas entre os futuros candidatos". Com esse entendimento, determinou a suspensão temporária dos três perfis até 15 de agosto para impedir a continuidade da divulgação do conteúdo considerado potencialmente irregular.
Mesmo diante da clareza dos autos, Allyson Bezerra preferiu transformar a decisão judicial em discurso político, atribuindo a responsabilidade ao principal adversário na disputa pelo Governo do Estado. A estratégia, porém, esbarra nos documentos oficiais do processo, que identificam de forma inequívoca o Partido Novo como autor da representação.
Ao criar uma versão que não encontra amparo nos autos, Allyson busca deslocar o foco da discussão — que é a existência de indícios de propaganda eleitoral antecipada reconhecidos pela Justiça — para uma suposta perseguição política promovida por Álvaro Dias, tese que não é sustentada pelos documentos do próprio processo.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário