Mercador de ilusão

Jornalista alerta sobre a encenação de Allyson Bezerra em busca de votos

Jornalista alerta sobre a encenação de Allyson Bezerra em busca de votos
Postura de Allyson Bezerra é comparada a encenação eleitoral

Eliana Lima diz que o Estado não precisa de um profeta salvador, mas de um gestor com os pés no chão.

Em seu portal de notícias (BZ NOTÍCIAS), a jornalista Eliana Lima publica artigo no qual colocar o pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Norte, Allyson Bezerra, no papel de um "mercador de ilusões", em busca de votos.

No texto, a jornalista ressalta que Allyson tem também como alvo da "ilusão" as criança e questiona se elas não estão sendo como isca para fisgar o voto dis adultos.

Leia abaixo o artigo na íntegra:

Entre a fé e o voto: o "profetismo" de Allyson Bezerra. Será um Lula estilizado?

Quem assiste aos movimentos do ex-prefeito mossoroense Allyson Bezerra (União), pré-candidato ao governo do Rio Grande do Norte, pode até se confundir: estamos diante de um político em campanha ou de um pastor em pleno culto de avivamento? O tom professado em seus discursos flerta perigosamente com o messianismo. 

No vídeo, a performance ganha contornos de perplexidade quando o alvo da "ilusão" passa a ser as crianças. Usadas como o anzol mais curto para fisgar o coração (e o voto) dos adultos? Há que observar-se.

Embora prefira o silêncio confortável de quem fica em cima do muro, evitando se definir entre direita ou esquerda, a encenação de Allyson parece entregar suas reais inspirações. O pragmatismo performático e a fixação em prometer o impossível me fazem lembrar muito o estilo Lula da Silva.

O presidente petista, afinal, é mestre em apelos emocionais e não perde a oportunidade de fazer comparações esdrúxulas de si mesmo com figuras divinas ou até com o próprio Jesus.

Para os mais desatentos, pode parecer implicância deste espaço com a coreografia saltitante do mossoroense. Mas diante de palcos que parecem altares e de promessas que exigem mais fé do que orçamento público, o ceticismo é um dever.

O eleitor potiguar precisa separar o joio do trigo: o Estado não precisa de um profeta salvador, mas de um gestor com os pés no chão.

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