"GENOCIDA"
Flávio Bolsonaro questiona uso do termo genocida contra Lula por mortes na Terra Yanomami
Senador compartilhou dados da revista Veja sobre óbitos na região e relembrou críticas direcionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou as redes sociais na sexta-feira (21/08/2026) para questionar o uso da palavra “genocida” em debates políticos. O parlamentar compartilhou um trecho de reportagem da revista Veja sobre a mortalidade na Terra Yanomami durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e indagou: “Já pode chamar de genocida?”.
A publicação resgata o uso recorrente desse termo contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante e após a pandemia de covid-19. A crise sanitária da época foi marcada por intensas trocas de acusações entre o governo e a oposição.
A reportagem citada por Flávio Bolsonaro, publicada na sexta-feira (21/08/2026), aponta que dados enviados pelo Ministério da Saúde ao Congresso indicam o registro de 1.121 mortes de indígenas na Terra Yanomami entre 2023 e 2025, superando os 951 óbitos registrados em período equivalente da gestão anterior. O texto também destaca que o presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, buscou a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para organizar uma missão conjunta de monitoramento no território.
Em resposta à reportagem, o governo Lula contestou a comparação e classificou as análises como “inverídicas” e sem a devida contextualização. Segundo o Executivo, a gestão atual encontrou uma estrutura de saúde deteriorada entre 2019 e 2022, com subnotificações e unidades inoperantes. O governo afirmou que, desde 2023, houve ampliação na busca ativa e vigilância epidemiológica.
Como contraponto, o governo informou que houve uma queda de 29,5% no número de mortes entre o primeiro semestre de 2023 e o mesmo período de 2026, com redução expressiva em casos de malária, desnutrição e infecções respiratórias. Dados divulgados pela pasta em novembro de 2025 já sinalizavam a tendência de redução da mortalidade desde o início da emergência em saúde pública decretada no território.
O termo “genocida” tornou-se uma marca da polarização política brasileira, sendo utilizado por figuras como Kim Kataguiri, Xuxa Meneghel, Ciro Gomes (PSDB-CE) e o próprio Lula para criticar a gestão de Jair Bolsonaro. O atual presidente reafirmou a acusação contra seu antecessor durante a Conferência Nacional de Saúde, em julho de 2023.
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