PESO NAS URNAS

Eleitorado feminino consolida maioria e define rumos da disputa presidencial

Urna eletrônica com marca de voto feminino em destaque.
Eleitoras representam 52,8% do total de aptos a votar no Brasil em 2026.

Com 52,8% do eleitorado, mulheres tornam-se o fiel da balança em 2026. Candidaturas buscam reduzir vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva entre o público feminino.

As mulheres consolidaram sua posição como a maioria absoluta do eleitorado brasileiro para o pleito de 2026. A decisão de ampliar a participação feminina na política reflete uma tendência demográfica consolidada, evidenciada pelos dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que conferem ao segmento a capacidade de definir os rumos da sucessão presidencial.

Os números atualizados pelo órgão indicam que as mulheres compõem 52,8% dos eleitores aptos a votar, com uma margem de superioridade de 9,1 milhões em relação ao eleitorado masculino. O fenômeno representa um avanço expressivo frente a 2010, quando a disparidade era de 5,1 milhões. A relevância dessa parcela da população na manutenção da democracia é incontestável, dado que a preferência do eleitorado feminino tem sido determinante nos últimos ciclos presidenciais.

O impacto prático dessa composição nas urnas tem sido objeto de análises aprofundadas. De acordo com o Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb), vinculado ao Centro de Estudos de Opinião Pública (Cesop), o comportamento das eleitoras distanciou-se do perfil masculino após a eleição de Jair Bolsonaro em 2018. Desde então, pautas de segurança e costumes ganharam centralidade, fazendo com que o PT registrasse um desempenho até dez pontos percentuais superior entre as mulheres no segundo turno das últimas duas eleições.

Na quinta-feira (23), o cenário tornou-se ainda mais competitivo com as movimentações da pré-campanha. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém vantagem na aprovação entre as mulheres, conforme levantamento Genial/Quaest, o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificou gestos para atrair esse contingente. A estratégia de Flávio, que incluiu uma reaproximação pública com Michelle Bolsonaro e maior exposição de Fernanda Bolsonaro, visa mitigar a desvantagem revelada por pesquisas como a do Datafolha, que mostra Lula à frente na preferência feminina em simulações de segundo turno.

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