DISPUTA PRESIDENCIAL DECISIVA
Eleitor independente definirá eleição de 2026, diz CEO da Quaest
Felipe Nunes aponta que segmento sem alinhamento com Lula ou Flávio será o fiel da balança em 2026; análise indica cenário aberto apesar de vantagem do atual governo.
O eleitor definido como “independente” será o protagonista da sucessão presidencial em 2026. A conclusão foi apresentada pelo CEO da Quaest, Felipe Nunes, ao analisar o comportamento do eleitorado e os modelos preditivos da ciência política para o próximo pleito.
A avaliação foi compartilhada durante o painel “Cenário pré-eleitoral: tendências, comportamento do eleitor e perspectivas para 2026”, realizado na Expert XP 2026, nesta 6ª feira (24.jul.2026). Segundo Nunes, embora 3 dos 4 modelos da Quaest sinalizem vantagem atual para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o desfecho permanece imprevisível devido à parcela do eleitorado que rejeita os polos consolidados.
O diagnóstico destaca que tanto o “lulismo” quanto o “bolsonarismo” retêm cerca de 35% das preferências cada, deixando o restante da população — que busca uma alternativa aos dois campos — como o alvo estratégico da disputa. O CEO pontuou que, em levantamentos recentes, este grupo de indecisos tem demonstrado migração em direção ao atual presidente, impulsionado por medidas como o Desenrola e o reajuste na faixa de isenção do Imposto de Renda.
A tese da centralidade do eleitor independente é compartilhada pela diretora-executiva do Ideia Instituto de Pesquisa, Cila Schulman. Para ela, a eleição deve ser decidida por uma margem estreita de 3% a 4% do eleitorado. Este grupo é composto majoritariamente por mulheres que transitaram entre o voto em Jair Bolsonaro (PL) e Lula, mas que hoje se declaram sem candidato.
Cila observa que, apesar de Lula ter aprimorado seu diálogo com esse segmento desde maio, o cenário de reeleição não está consolidado. “Mais brasileiros pensam que ele não merece um novo mandato do que os que defendem sua reeleição”, afirmou. Sobre Flávio Bolsonaro (PL), a especialista avaliou que, embora enfrente uma crise constante, o deputado mantém sua posição no espectro político sem sofrer um esvaziamento imediato.
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