ELEIÇÕES 2026

Candidatos com mandados de prisão pendentes reagem após revelação de dívidas

Registro visual de campanha eleitoral e sistema de controle de mandados de prisão.
Mandados de prisão por dívida de pensão alimentícia impactam candidaturas nas eleições de 2026.

Após reportagem revelar pendências judiciais por pensão alimentícia, um candidato renuncia à disputa e outros buscam regularização junto aos tribunais.

A revelação de que nove candidatos às eleições de 2026 possuíam mandados de prisão em aberto por dívida de pensão alimentícia desencadeou uma série de movimentações políticas e jurídicas. A situação, que coloca em xeque a regularidade de postulantes a cargos públicos, resultou em uma renúncia formal, alegações de erros processuais e tentativas de quitação de débitos atrasados.

Embora a inadimplência alimentar não resulte em inelegibilidade automática — permitindo que o candidato permaneça na disputa —, a existência de um mandado de prisão civil impõe riscos reais à campanha, limitando a participação presencial e a liberdade de movimento do indivíduo. A manutenção do nome no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) depende de atualizações dos tribunais locais, que devem registrar o cumprimento ou a suspensão da ordem judicial.

Bruno Souto Martins, que concorria como segundo suplente de senador pela Unidade Popular (UP) na Paraíba, optou pela renúncia formal. O partido confirmou a decisão, informando que Bruno busca agora revisar os valores discutidos judicialmente em audiência agendada para 3 de setembro. Até a manhã desta quinta-feira (20), o mandado por uma dívida superior a R$ 48 mil ainda constava como pendente no BNMP.

Em outras frentes, diferentes estratégias foram adotadas pelos demais citados. Carlos Alexandre Ferreira Silva, o Alexandre da Carbrás (Solidariedade), afirmou desconhecer o débito e alegou quitação total, embora o Tribunal de Justiça do Amazonas tenha confirmado que a ordem de prisão segue ativa sob segredo de Justiça. Situação similar ocorre com Elivaldo Saldanha Brasil (Republicanos) e Cleuber Gomes Ferreira (Republicanos), que sustentam ter pago os valores devidos, enquanto aguardam a atualização dos sistemas judiciais de Roraima e Goiás, respectivamente.

A assessoria de João Reginaldo de Alencar Filho (Novo), em Rondônia, classificou a ordem como erro processual, apresentando comprovantes de repasses, inclusive em espécie. Já o partido Novo, sobre o caso de Vitor Hugo Pinheiro Bicca (Rio Grande do Sul), admitiu dificuldades financeiras do candidato e informou que medidas de regularização estão em curso. O MDB-RS e o Republicanos do Amapá declararam desconhecimento sobre as pendências de outros candidatos, ressaltando que seguiram os trâmites exigidos pela legislação eleitoral.

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