ROMBO MILIONÁRIO NO TRANSPORTE
Transportadoras intermunicipais do RN apontam prejuízo de R$ 3,2 milhões com gratuidades
Gratuidades e descontos concedidos entre janeiro e junho de 2026 impactaram o setor em R$ 3,29 milhões. Associação Transpasse pede compensação financeira para garantir a sustentabilidade do serviço.
A concessão de gratuidades e descontos tarifários no transporte intermunicipal do Rio Grande do Norte resultou em um rombo financeiro de R$ 3,29 milhões para as empresas do setor em menos de seis meses. O dado foi divulgado nesta terça-feira, 30/06/2026, pela Associação das Empresas de Transporte Intermunicipais de Passageiros do Rio Grande do Norte (Transpasse), e abrange o período de 1º de janeiro a 22 de junho de 2026. O levantamento demonstra o peso financeiro dessas políticas e o impacto na dignidade e no acesso ao transporte para a população.
Durante o período, 249.848 passagens foram emitidas com algum tipo de benefício, como gratuidade para idosos, estudantes, Passe Livre e acompanhantes. A Transpasse alerta que a ausência de uma política de compensação financeira por parte do poder público obriga as empresas a absorverem todo o custo. Essa situação, segundo a associação, limita drasticamente a capacidade de investimento, prejudica a renovação da frota, aprimoramentos em acessibilidade e tecnologia, e, em última instância, afeta a qualidade e a segurança que os passageiros do Rio Grande do Norte deveriam receber.
Wellington Oliveira, porta-voz da Transpasse, destacou a urgência de um debate para encontrar mecanismos de custeio. “O debate sobre mecanismos de compensação financeira é fundamental para garantir que o transporte intermunicipal continue atendendo a população com qualidade e segurança”, pontuou. Ele salientou que a falta de subsídios compromete a sustentabilidade do sistema e a capacidade de oferecer um serviço digno.
As empresas mais impactadas foram: Expresso Cabral (R$ 1,79 milhão em 124.019 passagens), Viação Riograndense (R$ 933,5 mil em 104.337 passagens), Auto Viação Jardinense (R$ 506,8 mil em 18.058 passagens) e Empresa Alves (R$ 61,8 mil em 3.434 passagens). A Transpasse reitera a importância social das gratuidades, mas pede uma política de financiamento permanente para garantir o equilíbrio econômico e a continuidade dos serviços no estado.
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