IMPASSE NO RN

Sindicato paralisa transporte intermunicipal no RN por salários atrasados; empresas alegam dificuldades financeiras

Ônibus parados em pátio, simbolizando a greve do transporte intermunicipal no RN por salários atrasados.
Ônibus recolhidos em garagem durante a paralisação do transporte intermunicipal no Rio Grande do Norte.

Greve iniciada em 6 de abril de 2026 por atraso de salários e demissões em massa afeta mobilidade no estado. Empresas culpam diesel e falta de subsídio.

Na manhã de 6 de abril de 2026, o Sindicato dos Rodoviários (Sintro/RN) decidiu paralisar o transporte intermunicipal em todo o Rio Grande do Norte. A grave interrupção é uma resposta direta ao atraso persistente de salários e às demissões em massa que atingem os trabalhadores do setor. Esta medida drástica impacta milhares de cidadãos, comprometendo a mobilidade de quem depende diariamente das linhas que conectam Natal a municípios da região metropolitana e do interior do estado, afetando diretamente a rotina de trabalho, estudo e acesso a serviços essenciais.

A paralisação, que suspende gradualmente a circulação de ônibus e veículos alternativos, com o recolhimento às garagens, transforma a paisagem das cidades e impõe um desafio logístico imenso aos potiguares. Muitos se veem sem opções para se deslocar, seja para o trabalho, consultas médicas ou para reencontrar seus familiares. A incerteza paira sobre os usuários, pois, conforme o Sintro, ainda não há previsão oficial para que o serviço seja restabelecido, prolongando a aflição e o planejamento interrompido de milhares de pessoas.

Enquanto a categoria profissional justifica o movimento pela urgência de garantir seus direitos básicos – o pagamento em dia e a segurança no emprego – as empresas responsáveis pela operação do sistema apresentam outra perspectiva. Elas alegam enfrentar severas dificuldades financeiras, atribuindo a crise ao constante aumento no preço do diesel e à ausência de subsídios governamentais do estado. Este impasse deixa a população refém de uma situação complexa, onde a dignidade do trabalhador e o direito à mobilidade do cidadão colidem com a viabilidade econômica das operadoras.

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