ARRECADAÇÃO SUPERA MARCA

Rio Grande do Norte arrecada R$ 14,6 bilhões em impostos federais, estaduais e municipais no 1º semestre de 2026

Gráfico mostrando a arrecadação de impostos federais, estaduais e municipais no Rio Grande do Norte.
Arrecadação tributária no Rio Grande do Norte atinge R$ 14,6 bilhões no primeiro semestre de 2026.

O Estado registrou R$ 14,64 bilhões em tributos entre janeiro e junho de 2026, um crescimento de R$ 490 milhões em relação ao ano anterior. Brasil arrecadou R$ 2,03 trilhões no mesmo período.

O Rio Grande do Norte registrou a arrecadação de R$ 14,64 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais no primeiro semestre de 2026. Os dados, divulgados pelo Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), revelam um crescimento de R$ 490 milhões, ou 3,44%, em comparação com o mesmo período de 2025, quando a soma foi de R$ 14,15 bilhões. O Estado contribuiu com 0,64% do total nacional.

A nível nacional, a arrecadação tributária atingiu R$ 2,03 trilhões entre janeiro e junho de 2026. Esse avanço é impulsionado principalmente pela maior circulação de recursos na economia, via consumo, e pelo efeito de reajustes de preços em tributos que incidem sobre bens e serviços.

Em um recorte regional, o Rio Grande do Norte figura como o terceiro Estado nordestino com menor volume de arrecadação no semestre. Fica à frente apenas de Alagoas (R$ 10,66 bilhões) e Piauí (R$ 11,32 bilhões). Em contrapartida, Sergipe lidera no Nordeste, com R$ 96,90 bilhões, seguido por Bahia (R$ 65,69 bilhões) e Pernambuco (R$ 47,76 bilhões).

Esses números evidenciam as disparidades estruturais entre as economias estaduais. Regiões com maior concentração industrial, atividade portuária relevante, produção de petróleo e mercados consumidores mais amplos tendem a apresentar receitas tributárias mais elevadas, contrastando com economias de menor porte e base tributária mais restrita.

Apesar da contínua trajetória de crescimento na arrecadação, especialistas apontam que o aumento da receita pública não tem se traduzido, na percepção da população, em uma melhoria equivalente na qualidade dos serviços públicos oferecidos.

Essa percepção é reforçada pela 15ª edição do Índice de Retorno ao Bem-Estar da Sociedade (IRBE), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) em colaboração com a ACSP. O estudo posiciona o Brasil na última colocação entre os 30 países com maior carga tributária mundial quando se compara o volume de impostos arrecadados com o retorno efetivo à população em áreas cruciais como saúde, educação, segurança e qualidade de vida.

Mesmo com um comprometimento expressivo da renda de famílias e empresas com o pagamento de tributos, o contribuinte brasileiro ainda enfrenta barreiras para observar esse retorno através dos serviços públicos, conforme aponta o levantamento.

O IRBE utiliza indicadores internacionais de desenvolvimento humano e qualidade de vida, combinados com dados sobre a carga tributária, para avaliar a eficiência do gasto público. Em seu ranking mais recente, países como Irlanda, Estados Unidos, Suíça, Coreia do Sul e Austrália ocupam as primeiras posições, enquanto o Brasil figura na última posição.

Desde sua criação em 2005, o Impostômetro monitora em tempo real a arrecadação de tributos federais, estaduais e municipais, baseando-se em informações oficiais. O painel é atualizado constantemente, servindo como uma referência fundamental para acompanhar a evolução da carga tributária no Brasil e sua distribuição geográfica.

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