DECISÃO ADIADA

Presidente da CCJ afirma que PEC do fim da 6x1 ficará para julho

Senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado Federal.
Senador Otto Alencar, presidente da CCJ do Senado.

Senador Otto Alencar (PSD-BA) informou que votação da Proposta de Emenda à Constituição que extingue a escala 6x1 deve ocorrer na primeira quinzena de julho, dependendo de envio do texto pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a escala de trabalho 6x1 deve ter sua tramitação no Senado Federal adiada para a primeira quinzena de julho. A decisão foi informada pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA). Ele declarou que ainda não há definição sobre quando o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), encaminhará o texto à comissão para análise.

A PEC, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, precisa passar pela CCJ no Senado antes de avançar para outras fases de discussão e votação na Casa.

O senador Otto Alencar justificou a previsão de adiamento considerando a menor movimentação esperada no Senado no fim de junho, em virtude das festas juninas e da Copa do Mundo. Ele ressaltou, contudo, que a aprovação da PEC ainda antes do recesso legislativo de julho seria possível, caso houvesse conversas entre Davi Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a matéria.

A proposta é considerada uma prioridade pelo governo federal, especialmente em um ano eleitoral. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) mencionou, em 9 de junho, que o principal ponto de debate no Senado deve girar em torno do período de transição necessário para a implementação da nova jornada de trabalho.

O texto aprovado na Câmara estabelece um período de adaptação de 14 meses. No entanto, Randolfe Rodrigues indicou que existe um ambiente favorável na Casa para a redução desse intervalo. "Os trabalhadores brasileiros esperaram 150 anos pelo fim da 6 x 1. Então, por que é necessário ainda ter mais tempo para fazer a aplicação da redução da jornada de trabalho?", questionou o senador, que também apontou que diversos senadores defendem uma transição mais curta, posição que teria a simpatia de Alcolumbre.

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