ALÍVIO
INSS adianta 13º e injeta R$ 78 bilhões na economia
Pagamentos para mais de 35 milhões de beneficiários começam em 24 de abril e seguem até 8 de junho, em duas parcelas.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iniciará o pagamento antecipado do 13º salário para mais de 35 milhões de aposentados e pensionistas, com a primeira parcela prevista entre 24 de abril e 8 de maio, e a segunda de 25 de maio a 8 de junho. Esta medida, uma prática já esperada e vital para o cenário econômico, tem como objetivo injetar R$ 78 bilhões na economia do país, oferecendo um alívio financeiro crucial para milhões de brasileiros que, em grande parte, enfrentam orçamentos apertados e desafios com endividamento.
Para muitos, o recurso extra chega em boa hora. Um aposentado, que preferiu não se identificar, compartilhou como a antecipação permite planejar melhorias: "Fiz reforma no meu apartamento junto com a esposa. O apartamento inteiro. Piso, tudo. Trocamos os móveis, tudo. Sempre tem uma coisinha para melhorar”, relata.
No entanto, a realidade de grande parte da população é outra. Dados indicam que quase a metade dos brasileiros está endividada. Nesses casos, a recomendação de especialistas é clara. Carla Beni, economista da FGV, orienta que qualquer dinheiro adicional seja empregado na "compra da própria paz".
“Pagamento de dívida. Porque a dívida em atraso leva à inadimplência. E a inadimplência muda a vida da pessoa. Ela recebe cobranças, aquilo altera muito a vida, a rotina, inclusive o trabalho dela, a produtividade dela. Há um estresse muito grande embutido nisso. E essa dívida vai aumentando”, explica Beni, enfatizando o impacto negativo do endividamento na qualidade de vida.
A antecipação beneficiará diretamente mais de 35 milhões de aposentados e pensionistas, representando um impulso de R$ 78 bilhões na economia nacional. As datas de pagamento da primeira parcela variam de 24 de abril a 8 de maio, conforme o número final do benefício, enquanto a segunda parcela será depositada de 25 de maio a 8 de junho. Contudo, seis em cada dez beneficiários recebem apenas um salário mínimo por mês, tornando o planejamento ainda mais vital.
Apesar do alívio imediato, a economista Carla Beni alerta para a necessidade de cautela. “Normalmente, é em agosto que você antecipa a primeira parcela, a gente está em abril. A pessoa vai gastar esse dinheiro agora e ela pode esquecer, entre aspas, e chega no final do ano esse dinheiro faz falta”, adverte. A recomendação é clara: se possível, guardar ou investir, pensando no futuro.
O aposentado Pedro Luiz de Souza exemplifica o cuidado com as finanças. Sem dívidas, ele optou por investir a totalidade de seu 13º antecipado em uma aplicação conservadora. Com um recebimento de R$ 4,7 mil entre abril e maio, seu plano é alcançar mais de R$ 5.160 até fevereiro do próximo ano, aplicando a juros positivos. O objetivo é usar o montante para uma viagem.
“Além de você guardar o capital, ainda tem os rendimentos. É um juro positivo para você. Não é um juro negativo que é cheque especial, cartão de crédito,” afirma Pedro, destacando a importância de fazer o dinheiro “trabalhar” a favor do investidor, um princípio fundamental da economia e finanças.
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