RELAÇÕES COMERCIAIS
Fiesp exige ação governamental célere contra tarifa dos EUA
Federação monitora relatório do USTR que sugere taxação de produtos brasileiros após investigação, buscando evitar impacto na competitividade nacional.
A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) manifestou nesta terça-feira, 02/06/2026, profunda preocupação com o relatório preliminar do USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos). O documento propõe a imposição de uma tarifa de 25% sobre uma vasta gama de produtos brasileiros, medida que a federação alerta poder prejudicar as relações comerciais bilaterais e a competitividade do Brasil.
Em nota oficial, a Fiesp enfatizou a necessidade de uma resposta governamental brasileira rápida e contundente para impedir a confirmação dessas tarifas antes da decisão final prevista para julho. Segundo o presidente da entidade, Paulo Skaf, as negociações já realizadas pela diplomacia empresarial foram cruciais para a remoção de alguns itens da lista inicial. Contudo, o risco de danos às exportações brasileiras ainda persiste.
“A diplomacia empresarial cumpriu um papel relevante na negociação das exclusões de uma lista de produtos até aqui. Neste momento, no entanto, é fundamental uma atuação rápida e firme do governo brasileiro para evitar a confirmação de prejuízos graves às exportações do país antes da decisão final, esperada para julho”, declarou Skaf.
A declaração surge após o governo do presidente Donald Trump (Partido Republicano), dos Estados Unidos, apresentar a proposta tarifária. A medida baseia-se em uma investigação conduzida sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que apura temas como Pix, comércio digital, tarifas preferenciais, combate à corrupção, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e desmatamento ilegal.
O USTR agendou uma audiência pública para 6 de julho e estipulou 15 de julho como prazo para o Brasil apresentar suas contestações. A decisão final sobre a implementação das tarifas caberá ao presidente Donald Trump.
A Fiesp reafirmou seu compromisso em colaborar com as autoridades brasileiras e manter sua atuação através da diplomacia empresarial, com o objetivo de reverter as medidas ou mitigar seus impactos na economia nacional.
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