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FETRONOR acompanha com preocupação o avanço do incentivo ao transporte individual em detrimento do transporte coletivo

FETRONOR acompanha com preocupação o avanço do incentivo ao transporte individual em detrimento do transporte coletivo
Eudo Laranjeiras defende investimentos estruturantes no transporte público

Entidade diz que incentivo ao transporte individual pode gerar impactos diretos na mobilidade urbana, aumentando congestionamentos, emissão de poluentes e os custos operacionais das cidades.

A Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Nordeste (Fetronor) manifestou preocupação com o pacote de crédito anunciado pelo Governo Federal para estimular a compra de veículos leves, medida que, segundo avaliação da Confederação Nacional do Transporte (CNT), amplia o incentivo ao transporte individual enquanto o transporte coletivo continua perdendo espaço nas cidades brasileiras.

A entidade reforça que o Brasil vive hoje um desafio crescente de mobilidade urbana, marcado pelo aumento dos congestionamentos, maior tempo de deslocamento e pressão sobre a infraestrutura das grandes cidades. Para o presidente da Federação e vice-presidente da CNT, Eudo Laranjeiras, o debate precisa priorizar investimentos estruturantes no transporte público, especialmente na renovação da frota de ônibus, ampliação de corredores exclusivos e melhoria da qualidade do serviço oferecido à população.

Dados da CNT apontam que a participação do transporte coletivo nas viagens urbanas caiu de 49,8% em 2017 para 31,7% em 2024, enquanto os deslocamentos individuais passaram a representar 68,3% das viagens nas cidades brasileiras.

Segundo a Federação, o incentivo ao transporte individual pode gerar impactos diretos na mobilidade urbana, aumentando congestionamentos, emissão de poluentes e os custos operacionais das cidades. “O ônibus continua sendo o principal meio de deslocamento da população de menor renda e um serviço essencial para garantir acesso ao trabalho, saúde e educação”, afirma Eudo Laranjeiras.

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FETRONOR lembra que o ônibus continua sendo o principal meio de transporte

A CNT também destacou que o volume de recursos previsto para ampliar a frota de veículos leves é semelhante ao destinado à renovação da frota de ônibus e ao transporte de cargas, setores considerados estratégicos para a mobilidade urbana e para a competitividade da economia brasileira.

Para o presidente, o momento exige uma política nacional de mobilidade que fortaleça o transporte coletivo, estimule soluções sustentáveis e contribua para cidades mais eficientes e menos congestionadas

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