ALARME ECONÔMICO

Endividamento das famílias atinge 81,6% em maio, recorde desde 2015

Gráfico mostrando o aumento do endividamento das famílias brasileiras.
O endividamento das famílias brasileiras bateu um novo recorde pelo 5º mês seguido e chegou a 81,6% em maio.

Com alta de 0,7 ponto percentual, índice chega ao maior patamar da série histórica. CNC alerta para juros elevados do cartão de crédito.

O endividamento das famílias brasileiras atingiu 81,6% em maio, marcando o maior patamar da série histórica iniciada em 2015. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, que o percentual representa um aumento de 0,7 ponto percentual em relação a abril, quando estava em 80,9%. Os dados vêm da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

O levantamento abrange famílias que relataram ter dívidas a vencer, incluindo modalidades como cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado, além de prestações de carro e casa. A pesquisa aponta que o cartão de crédito continua sendo o principal meio de endividamento, utilizado por 84,6% das famílias, seguido por carnês de loja (16,1%) e crédito pessoal (13,1%).

A CNC destacou que o elevado endividamento, especialmente via cartão de crédito, é preocupante devido às altas taxas de juros. O crédito rotativo do cartão de crédito apresenta uma taxa anual de 428,3%, a mais alta do mercado. O presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, enfatizou que a sequência de aumentos afeta mais severamente as famílias de menor poder aquisitivo, e ressaltou a importância de garantir mecanismos para a renegociação de dívidas e a recuperação financeira dos consumidores.

Em resposta a este cenário, o governo federal lançou, em 4 de maio, o programa Desenrola 2.0. A iniciativa visa facilitar a quitação de dívidas contratadas até janeiro de 2026 e em atraso há pelo menos 90 dias. O programa abrange débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, oferecendo descontos de 30% a 90% sobre o valor principal e limitando os juros a 1,99% ao mês. Para trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos, o programa permite o uso de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abater as dívidas. O Desenrola 2.0 integra um pacote de medidas do governo federal voltado à redução do custo de vida para famílias de baixa e média renda.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário