A pandemia tirou os aviões do ar. Onde é que eles estão?

FOTO: ILUSTRAÇÃO

A 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos encerraram o seu espaço aéreo na sequência do atentado terrorista. À exceção de aviões militares, todos os outros foram forçados a aterrar ou a regressar ao destino. Os céus mantiveram-se vazios durante dois dias, numa situação sem precedentes. Quase vinte anos depois, o cenário desastroso de 2001 parece uma pequena brincadeira, quando comparado com a travagem imposta à aviação pela pandemia.

Antes do confinamento ser decretado, estima-se que estivessem no ar a qualquer momento cerca de 10 mil aviões. O fecho de fronteiras e as restrições nas deslocações obrigaram ao cancelamento de milhões de viagens e forçou companhias aéreas a aterrar parte ou, em alguns casos, toda a sua frota.

Estima-se que pelo menos dois terços da frota mundial de aviões de passageiros estejam no chão — aproximadamente 16 mil aparelhos, de acordo com a Cirium, empresa de dados focada na indústria do turismo.

Há um velho mito que circula entre pilotos e entusiastas que diz que se todos os aviões tivessem que aterrar, não haveria onde os estacionar. Com mais de 60 por cento dos aparelhos parados, não será ainda desta que vamos poder comprovar a veracidade da afirmação, mas mesmo assim coloca-se um grave problema: onde é que ficam todos estes aviões?

Caos nas pistas

O sucessivo encerramento de linhas aéreas foi acumulando aparelhos nos hangares. À medida que o número de aviões no chão aumentava, novas soluções tinham que ser implementadas. No aeroporto de Copenhaga, na Dinamarca, duas das três pistas foram desativadas e servem agora como um longo parque de estacionamento.

NIT-PT

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