HQ escrita por nordestino aborda lendas demoníacas envolvendo Xuxa e Fofão

FOTO: REPRODUÇÃO

Um demônio começa a falar se o disco da Xuxa for reproduzido ao contrário. O boneco diabólico do Fofão guarda um punhal escondido. Mesmo quem não cresceu nas décadas de 1980 e 1990, já deve ter ouvido falar de duas das mais famosas lendas urbanas brasileiras.

Comprovando o poder que detêm, elas se atualizam e agora ganham novos contornos: preenchem as páginas de HQs. Criada pelo piauiense Bernardo Aurélio, “Máscara de Ferro contra a televisão” tem como protagonista um personagem que satiriza os super-heróis. Numa das histórias do volume, intitulada “Satã TV”, ele percebe algo estranho acontecendo com pessoas que assinam contrato com a telinha. Por isso, vai parar em uma emissora.

“O Máscara de Ferro é um super-herói vivendo em Teresina. Ele não tem muita estrutura pra isso – nem a cidade, nem ele mesmo. Nesse cenário, existem seres, entidades, criaturas, demônios, e foi aí que uma coisa levou a outra. Essa já vai ser a minha quarta revista dedicada ao personagem”, detalha o autor.

A narrativa envolvendo a Rainha dos Baixinhos tem como título: “Super Máscara contra o baixo-astral”; a do Fofão, por sua vez, ainda está em processo de escolha. Segundo Bernardo, as duas personalidades ganharão nomes diferentes no projeto. Fofão possivelmente se chamará Bobão; Xuxa é a nova Xexa. Jeito divertido e criativo de imprimir originalidade.

Nesse processo de feitura dos gibis, o quadrinista não quis inventar a roda. Abraçando o foco principal de cada lenda urbana, priorizou os elementos genéricos delas e ousou acrescentar mudanças. “Tem algumas diferenças: na história, é o boneco da Xuxa, não o do Fofão, que apresenta características diabólicas. Optei por colocar o Fofão de verdade”, pontua.

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